Voto contra Angélica

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Uma liderança política disse ontem que se surpreendeu com o voto do ministro da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha, a favor da condenação da conselheira do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Angélica Guimarães, durante julgamento na quarta-feira passada do processo movido pelo Ministério Público Federal (MPF) no caso das subvenções da Assembleia Legislativa em que é acusada de crimes de peculato, falsidade ideológica e contra a fé pública quando presidente da Casa. É que Otaviano tem familiares em Sergipe e vem muito ao Estado.

Segundo uma fonte, tem uma liderança política forte em Brasília atuando para “salvar” Angélica de uma condenação no STJ, que resultará na perda do seu cargo vitalício como conselheira do Tribunal de Contas. No julgamento da quarta-feira, no pleno, quando perdia por 2×0, o ministro Raul Araújo pediu vistas do processo.

O relator do processo Benedito Gonçalves votou pela aceitação, na integra, das denúncias contra Angélica Guimarães e outros dois réus no processo: Ana Kelly de Jesus, do Centro Social de Assistência Serrada, em Itabaiana, e Dorgival de Jesus Barreto, da Associação dos Moradores Carentes de Moita Bonita, feitas pelo MPF. Eles foram arrolados como réus na ação penal porque não conseguiram comprovar a real aplicação do dinheiro em obras sociais ou atividades destinadas por Angélica.

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