Vereadora denuncia que João Alves gasta R$ 68 milhões só com cargos de comissão

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lucimaraNa Câmara Municipal de Aracaju a vereadora Lucimara Passos (PC do B) questionou a gestão municipal sobre a folha de pagamento dos servidores de Aracaju. Na Tribuna, a parlamentar salientou que a atual situação é reflexo das decisões erradas que estão sendo tomadas pelo prefeito João Alves desde 2013. Após levantamento feito no Portal de Transparência, ela também denuncia que só em 2014 o prefeito João Alves gastou R$ 68 milhões de reais só em cargos de comissão enquanto Edvaldo Nogueira R$ 24 milhões em 2012.

Segundo a parlamentar, em 2013 o prefeito João Alves criou 440 cargos comissionados, elevando a despesa da folha em R$ 46 milhões. Já em 2014, ele criou mais 875 novos CCs, aumentando a folha em mais R$ 68 milhões. Informa que a atual gestão municipal gasta com cargo em comissão 10,74% da folha de pessoal, quando o Estado gasta apenas 2,5% com cargos comissionados.

De acordo com ela, o atraso no pagamento dos salários é uma afronta aos servidores municipais e a população de Aracaju. “Nós assistimos uma sequência de decisões erradas desde que João Alves assumiu a Prefeitura de Aracaju. Desde 2013 nós alertávamos que os projetos encaminhados para esta Câmara iriam sobrecarregar a folha de pagamento e que, inclusive, iriam afetar a capacidade financeira do Município. Esse encadeamento de medidas errôneas descambou agora no atraso do salário dos servidores”, destaca.

Para Lucimara, o prefeito João Alves não pode atribuir esse atraso à crise instada no Brasil. “Ele nunca assume responsabilidade sobre as suas próprias decisões, diz que a crise financeira vivida atualmente pela Prefeitura é culpa dos outros, ora da população, ora da justiça, ora do governo Federal. O prefeito é aquele que quer ser aplaudido no momento que toma decisão correta, mas quando toma uma errada, ele reiteradamente tenta fugir”, critica.

O crescimento dos cargos de comissão na Prefeitura de Aracaju é gritante, segundo a vereadora. “Tenho um estudo aprofundado sobre isso. Infelizmente, é comum assistir nas salas dos setores da Prefeitura que um funcionário se levante para que o outro possa sentar e trabalhar, numa espécie de revezamento. Não tem cadeiras e mesas suficientes para os comissionados sentarem. É um absurdo, uma agressão”, diz.

Ainda para ela, a insatisfação do servidor no recebimento do salário interfere diretamente na qualidade dos serviços prestados em Aracaju. “É um absurdo, uma agressão! A culpa é do prefeito que inchou a folha de pagamento, triplicou o orçamento da Secretaria Municipal de Comunicação e não teve capacidade de administrar o IPTU. Em anos anteriores, na gestão do prefeito Edvaldo Nogueira, mesmo enfrentando uma grave crise instalada no mundo, em nenhum momento ocorreu atraso de salário, houve momentos de antecipação, houve ainda a implementação da melhor política salarial para o servidor, feita com responsabilidade e dentro das possibilidades financeiras do município. As finanças eram organizadas”, cobra acrescentando que João Alves deve dar respostas claras à população.

Com a assessoria parlamentar

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