Tudo em acordo

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Apreensivo com uma possível virada de mesa do MDB nacional no período das convenções partidárias, o governador Jackson Barreto recomendou ao vice-governador Belivaldo Chagas a sua transferência para o PSD, partido que integra a base governista, e que já havia feito o convite. JB, no entanto, continuará no MDB e será candidato ao Senado.

Jackson tem história no partido desde a época de resistência à ditadura militar, na década de 1970, quando foi vereador de Aracaju, deputado estadual e deputado federal por vários mandatos, com saídas pontuais apenas para acomodações do quadro político local. Ele entende que teria como reagir a uma tentativa de impedir a sua candidatura ao Senado, o que não ocorreria no caso de Belivaldo, filiado ao PMDB – voltou a ser MDB – há apenas dois anos.

No caso do PSD, atende ainda o desejo do partido em ter um nome na chapa majoritária da coligação governista, facilitando composições com os demais partidos que integram a coligação governista – além do MDB, também o PT e o PRB.

JB e Belivaldo também se entenderam sobre a data de afastamento de governador, em 07 de abril, prazo final para a desincompatibilização de executivos que pretendem disputar novos mandatos. Jackson estava pressionado com a data de saída estabelecida por ele mesmo – 20 de março -, porque deixaria de entregar obras importantes que estão em fase final.

Esse calendário também encerra a discussão sobre saída a ou não do governador. JB resistiu a apelos e pressões familiares e já traça planos sobre os rumos da candidatura ao Senado. Mais uma vez, Carlos Cauê vai cuidar da campanha, juntamente com a de Belivaldo Chagas.

Jackson e Belivaldo não demonstram muita preocupação com as conversas que vêm sendo mantidas neste momento por Fábio Henrique (PDT) e Heleno Silva (PRB) com lideranças da oposição. Acreditam que na hora H eles permanecerão no bloco.

Se a base do governo chegou a um bom termo em momento de definições importantes, o mesmo não ocorre na oposição. Vaidades e interesses pessoais dificultam qualquer entendimento.

Por Gilvan Manoel

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