Temer apela para panfleto

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Indiferente aos protestos dos trabalhadores do país contra a reforma da Previdência o presidente Michel Temer, que ainda não tem os votos necessários para aprová-la no Congresso Nacional e dispõe de apenas 3% de popularidade, agora quer convencer aos deputados federais e senadores que não vão ter prejuízo eleitoral em 2018 se votarem a favor do projeto, que entre outros pontos estabelece idade mínima de 65 anos (homens) e 62 anos (mulheres) para aposentadoria e mudança na fórmula de cálculo do benefício.

Depois de pressões, oferecimentos de cargos e proposta de liberação de recursos, Temer agora se utiliza de um panfleto informando os parlamentares que se votarem a favor da reforma da previdência não vão ser prejudicados nas eleições do ano que vem. “Vote a favor da reforma da Previdência. Foi o certo em 1998. É o Certo a se fazer hoje”, diz o panfleto, mostrando que a reforma foi aprovada no governo tucano de Fernando Henrique Cardoso em período próximo das eleições, sem prejuízo para os que votaram a favor.

Destaca o panfleto, recebido pela coluna, que 69% dos deputados federais que votaram em 1998 a favor do substitutivo do Senado conseguiram se reeleger. E no caso dos deputados contrários à proposta, apenas 50% se reelegeram.

O panfleto também mostra que com relação a votação, no plenário da Câmara dos Deputados, da idade mínima por tempo de contribuição proposta por FH, também votada em 1998, mas rejeitada por apenas um voto, 72% dos deputados que foram a favor conseguiram a reeleição. E que somente 50% dos parlamentares contrários se reelegeram deputados.

Além desse panfleto que está sendo propagado nas redes sociais, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, fez mais uma promessa aos deputados federais. Disse que caso a reforma seja aprovada, serão liberados R$ 3 bilhões para os prefeitos em 2018.

A expectativa é que dos oito deputados federais de Sergipe, apenas votem a favor da reforma da Previdência: André Moura (PSC), por ser o líder do governo no Congresso, e Fábio Reis (PMDB), por ser do mesmo partido do presidente Temer e sofrer ameaça de expulsão da legenda.

É muito provável que os outros seis deputados votem contra: Fábio Mitidieri (PSD), Jony Marcos (PRB), Valadares Filho (PSB), Laércio Oliveira (SD), Adelson Barreto (PR) e João Daniel (PT). Jony, Valadares Filho e Adelson, que foram aliados do governo, já perderam a indicação de cargos federais em Sergipe por terem votado em projetos polêmicos contra o Planalto.

O governo pretende colocar a reforma para votação na próxima semana, sendo necessários 308 votos para sua aprovação em plenário.

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