Sinpol/SE cobra do Governo de Sergipe reposição inflacionária para policiais civis

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Na manhã desta segunda-feira, 20, Adriano Bandeira, presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Sergipe (Sinpol/SE), participou de entrevistas em emissoras de rádio e de uma sessão especial na Câmara Municipal de Aracaju com o mesmo objetivo: destacar que o Governo de Sergipe abandonou os profissionais que integram a base da Polícia Civil desde 2013.

Entre os problemas que afetam os agentes, escrivães e agentes auxiliares, estão a falta de reposição inflacionária, concedida recentemente a outras categorias de servidores públicos; a ausência de revisão salarial há seis anos e a não previsão de uma reestruturação dos cargos que integram a base da Polícia Civil, o denominado Projeto Oficial de Polícia Civil (OPC).

“Estamos tratando de profissionais que arriscam suas vidas diariamente no combate à criminalidade e violência nos 75 municípios sergipanos. Os policiais civis estão precisando fazer serviço extra para complementar suas rendas e não contamos nem com a reposição inflacionária anual, que foi concedida recentemente e de forma justa para servidores públicos do Legislativo, do Ministério Público e do Judiciário. Mas a Constituição Federal garante esse direito para todos os servidores e os policiais civis estão sendo deixados de lado. Perdemos nosso poder de compra e estamos na posição 18º no ranking dos salários das Polícias Civis do país. Ou seja, 17 estados brasileiros já contam com salário inicial melhor que o nosso”, destacou Adriano Bandeira.

Outro ponto mencionado por Adriano Bandeira foi o compromisso dos policiais civis com a sociedade sergipana. “Todos os dias o cidadão bem informado tem conhecimento de uma ação que envolve o nosso trabalho, seja prisão, apreensão, operação que realizamos, atendimento e registro de ocorrências nas delegacias, mas chega um momento que o profissional começa a ficar desmotivado. Observo colegas sacrificando a saúde, a família e a própria vida em ocorrências diversas, mas sem nenhum reconhecimento por parte do governo. Na última semana, o Tribunal de Contas de Sergipe aprovou reajuste dos funcionários do TCE em 2,86%. É a prova de que nossa categoria terá que se unir e reagir a esse tratamento desigual”, completou o presidente do Sinpol/SE.

Mobilização em Brasília/DF

Além da luta local, o Sinpol/SE contará com representação nesta terça-feira, 21, em Brasília/DF, em uma mobilização nacional organizada pela União dos Policiais do Brasil (UPB). A ação reunirá diversas categorias de profissionais de Segurança Pública que reivindicam alteração no texto da Reforma da Previdência (PEC 06/2019) e apontam a necessidade de que seja apresentado um projeto único voltado para os profissionais de Segurança Pública, tendo em vista os riscos inerente à profissão. Os sindicatos que integram a União dos Policiais do Brasil, secção Sergipe, estarão presentes nesse ato unificado pelo direito do policial se aposentar sem perder direitos.

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