Sindseme denuncia estado deplorável do Arquivo Público de Estância

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O Sindicato dos Servidores Públicos de Estância e Arauá (Sindseme) tem recebido com preocupação as denúncias que envolvem o estado crítico e insalubre do Arquivo Público Municipal de Estância, cuja gestão é de responsabilidade da Prefeitura Municipal por meio da secretária de administração, Tereza Costa. O cenário atual é de abandono e de preocupação, com uma grande quantidade de documentos importantes para a história do município amontoados sem o mínimo de estrutura para manter a qualidade dos materiais e da jornada de trabalho dos servidores públicos.

Segundo o apurado pelo sindicato, na área onde está situada a documentação foram identificadas as seguintes problemáticas estruturais: falta de local isolado do ambiente externo para impedir a entrada de umidade, insetos e roedores; teto construído com material irregular, pois o ideal seria um telhado do tipo lage com forro de PVC; falta de equipamentos desumificadores, que agiriam retirando a umidade e mantendo os objetos em uma temperatura ideal, que seria em torno de 20ºc, e ausência de mecanismos de combate a incêndio, a exemplo de extintores.

O que mais chama a atenção da denúncia é a ausência de uma atitude por parte da gestão do prefeito Gilson Andrade. A prefeitura paga caro pelo aluguel do local, cuja propriedade é de um empresário aliado à gestão, e aparenta não ter pretensão de uma mudança para um espaço salubre. “A situação do arquivo hoje é de uma tragédia iminente tanto para os servidores públicos, que trabalham ali sem o mínimo de estrutura, quanto para o patrimônio público estanciano, que está ali documento nessa grande papelada. Essa denúncia não é recente e nós temos batido nessa tecla, mas a má vontade da gestão de Gilson Andrade de ouvir os apelos e os alertas do Sindseme não o deixam enxergar a realidade que pode culminar em um grande dano. O que vemos é uma manutenção do aluguel para agradar aliados políticos, sem nenhuma responsabilidade administrativa”, alerta o presidente Carlito Lemos.

Transmissão de Criptocose

Um outro agravante detectado pelo sindicato no arquivo é a presença constante de animais do tipo ave. O fator preocupa os trabalhadores do local, já que, recentemente, Estância registrou uma morte por Criptocose, conhecida popularmente como “Doença do Pombo”. Apesar do nome sugestivo, a micose causada por fungos pode ser transmitida pelas fezes de diversas espécies que, por ventura, estejam contaminadas.

“O alerta está sendo feito novamente. Esperamos que o prefeito Gilson demonstre a sensibilidade que ainda não esbanjou no seu governo, aos trabalhadores e à história de Estância e que pare de ser irresponsável com o erário pública. Ouça o clamor de quem está em condições vulneráveis, prefeito.!”, completou Carlito.

Por assessoria

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