Sergipe retira quase 9 mil armas de fogo nos últimos sete anos

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Um dos principais pilares do combate à criminalidade e preservação de vidas é a apreensão de armas de fogo irregulares. Com isso, entre 2013 e 2019 foram apreendidas quase 9 mil armamentos pelas polícias Militar e Civil. Os dados fazem parte de levantamentos da Secretaria da Segurança Pública (SSP) e também do 13º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, publicado no ano passado.

 

De acordo com os dados da secretaria e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), nos últimos sete anos foram 8.760 armas de fogo retiradas de circulação no estado. Apenas nos dois últimos anos, foram apreendidos 2.455 armamentos, dos quais 1.150 no ano de 2019 e 1.305 em 2018.

Entre os armamentos mais apreendidos pelas polícias nos dois últimos anos estão os revólveres, com um total de 1.414 armas; em seguida estão as espingardas com 531 unidades; as pistolas com 237 armas recolhidas; e as garrunchas, as quais somaram 108 armamentos retirados de circulação. Esses números contribuem positivamente para a redução de crimes como homicídios e latrocínios.

O coronel Neto, comandante do Policiamento Militar da Capital (CPMC), explicou que as abordagens e operações estão entre as principais estratégias para apreensão de armas e consequente queda nos índices de criminalidade. “Intensificamos abordagens através de operações diárias. Nós temos uma operação chamada Madrugada Segura, que viaturas rondam pela madrugada. Fizemos muitas abordagens em ônibus. Temos a operação Sergipe Mais Seguro, que é um reforço aos finais de semana com equipes extras, o efetivo quase que dobra. Nós conseguimos com essas operações fazer muitas abordagens e tirar muitas armas de circulação. Isso reflete em índices importantes. Menos armas nas mãos de suspeitos, menos homicídios, menos roubos, menos violência na cidade e no estado. Nós valorizamos esse número”, detalhou.

Segundo o delegado Dernival Eloi, do Complexo de Operações Policiais Especiais (Cope), a foco é desbaratar quadrilhas especializadas em grandes roubos e consolidadas junto ao crime organizado. “Boa parte dos grupos que enfrentamos no dia a dia de combate à criminalidade está armada. São ladrões de carros, assaltantes de banco, grandes traficantes de drogas e homicidas contumazes. Então, nosso trabalho é planejado no sentido de desestruturar grupos criminosos fortes e que para sustentar essa força, usam armas de fogo”, afirmou.

Em maio de 2019, o Cope desestruturou uma quadrilha especializada em explosões de caixas eletrônicos. Com a organização criminosa, foi apreendido um arsenal composto de armas de guerra: fuzil AR 15; escopeta calibre 12; pistolas Glock calibre 9mm e .40; pistola Bersa calibre 9mm; kit’s Ronis, adaptador que transformam pistolas em armas de porte possibilitando maior precisão dos disparos por ocasião de rajadas, farta munição de diversos calibres e vários celulares.

O trabalho integrado entre as equipes das duas polícias é fundamental para os resultados. “Nós sabemos que temos muito mais coisas a fazer, mas é uma grande vitória essas apreensões. A SSP está de parabéns. As equipes trabalham de forma integrada. É um destaque muito importante, de modo que a sociedade tem sentido esses efeitos positivos de menos armas nas ruas”, complementou o comandante do CPMC, coronel Neto.

No estado de Sergipe, a retirada dessas armas de circulação gera uma bonificação de R$ 400 para os policiais que as apreenderem.

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