Saiba como a fisioterapia pode ajudar no tratamento de cefaleia

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A Cefaleia, conhecida popularmente como dor de cabeça, é um dos sintomas que incomodam milhões de brasileiros, o que causa um enorme impacto na saúde. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCe), a dor de cabeça é um sintoma comum a diversas doenças, que podem apresentar como origem distúrbios do metabolismo, reações infecciosas, intoxicações, entre outros. “As pessoas acometidas dessa algia acabam sofrendo com limitações na sua qualidade de vida em função da dor e da tensão emocional, sofrendo, por sua vez, uma grande limitação na produtividade durante suas atividades do dia a dia”, explica o fisioterapeuta, Artur Oliveira, afirmando que através da fisioterapia a patologia pode ser prevenida e tratada.

Política em Foco: Qual é o trabalho da fisioterapia no tratamento da dor de cabeça?

Dr. Artur Oliveira: Cada vez mais a fisioterapia torna-se atuante nesta patologia, pois a grande incidência de pessoas portadoras de cefaleia gera a procura por métodos alternativos ao tratamento alopático com o objetivo de diminuir esta problemática. Diante deste contexto, a fisioterapia é uma opção viável para tratar esse tipo de algia se apresentando útil e eficaz não somente para as pessoas que tiveram resultados negativos com o tratamento alopático, mas firmando-se com eficácia em todas as circunstâncias da doença. É importante salientar que o método fisioterapêutico não trata da cefaleia em si, mas, de suas repercussões na vida de cada indivíduo. Por exemplo, caso a pessoa tenha uma cefaleia tensional, o fisioterapeuta ensinará ao paciente a melhor forma dele manejar a sua dor, o ajudando a detectar as repercussões musculoesqueléticas.

Política em Foco: E quais seriam os exercícios para a reabilitação da cefaleia?

Dr. Artur Oliveira: Muitos são os recursos e exercícios que podem ser utilizados pelo fisioterapeuta, como, por exemplo, mobilizações vertebrais, tração cervical, mobilização passiva das facetas cervicais, técnicas de relaxamento muscular, crochetagem do nervo occipital, liberação de aderências no couro cabeludo, reeducação postural, instruções posturais para cervical, alongamento das estruturas moles suboccipitais, do trapézio superior, dos músculos posteriores da cervical, da musculatura da cintura escapular, pericraniana e cervical, exercícios de fortalecimento crânio-cervical, entre outros.

Política em Foco: Caso a pessoa faça o uso de automedicação, como é que o fisioterapeuta pode utilizar suas técnicas e recursos para o controle dos sintomas?

Dr. Artur Oliveira: Excelente pergunta! Caso a pessoa faça o uso de automedicação, primeiro ela precisa entender que o uso do medicamento será uma cura provisória, podendo gerar o agravamento da dor a longo prazo. Neste caso, o profissional da fisioterapia utilizará de técnicas de terapia manual com mobilização articular e desativação de pontos gatilho de dor miofascial, entre outros, evoluindo o tratamento para uma terapia postural e orientações ergonômicas com o intuito de aliviar estresses desnecessários sobre os tecidos de sustentação. Desta forma, o paciente irá melhorar a estabilidade postural e, principalmente cervical, auxiliando no controle da dor.

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