Reviravolta no PT

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Em novembro de 2013, o então deputado federal Rogério Carvalho conseguiu um grande feito: foi eleito presidente estadual do PT contra uma chapa adversária que tinha como membros o então governador Marcelo Déda já doente, o ex-senador José Eduardo Dutra, o então deputado federal Márcio Macedo e o ex-presidente Silvio Santos.

Para conseguir ganhar o Processo de Eleições Diretas, o PED, Rogério aglutinou as outras correntes do PT. Se uniu a Articulação de Esquerda, que tem como lideranças a deputada estadual Ana Lúcia e o vereador Iran Barbosa; a esquerda Popular Socialista, que tem como líder maior o hoje deputado federal João Daniel; ao PT Classista, do deputado estadual Francisco Gualberto; e ao Movimento PT, do ex-presidente Severino Bispo.

Com a unidade dessas correntes em torno do seu nome, Rogério Carvalho conseguiu vencer o também candidato da corrente Construindo Um Novo Brasil, Márcio Macedo. Foi uma disputa acirrada.

Com a vitória de Rogério, o clima dentro do PT, que nunca foi bom, ficou pior. Principalmente no processo envolvendo a filiação da ex-primeira dama Eliane Aquino no partido. Foram muitas trocas de farpas através da mídia, que teve a ver com a indicação do candidato do PT ao Senado na chapa encabeçada por Jackson Barreto (PMDB).

Isso custou a derrota nas urnas do próprio Rogério Carvalho, que acabou sendo o candidato do PT ao Senado, e de Márcio Macedo que não foi reeleito.

A vitória de Jackson deu uma sobrevida ao PT, que órfão de Marcelo Déda, ficou com duas secretarias no governo: Agricultura e Meio Ambiente e Recursos Hídricos. Só houve a contemplação do grupo de Rogério.

Márcio Macedo começou a dar a volta por cima quando foi convidado a assumir o cargo de tesoureiro nacional do PT, vindo, portanto, a fazer parte da Executiva Nacional do partido.

Hoje ele praticamente já reconquistou a maioria dentro do PT, com o apoio das correntes de Francisco Gualberto e Severino Bispo que estavam com Rogério e romperam. Os dois têm queixas com relação ao presidente do partido.

Pelo andar da carruagem Márcio deve reconquistar o comando do PT no próximo PED, em 2018. Já na prévia do partido para a escolha do nome da legenda para a chapa majoritária nas eleições em Aracaju não terá dificuldade em emplacar o nome de Eliane Aquino, que tem a simpatia do governador Jackson Barreto e aliados.

A própria pré-candidata a prefeita Ana Lúcia já sabe disso. Tanto é que em entrevistas recente à imprensa declarou que não deseja disputar prévia interna no PT e que só será candidata se seu nome for de consenso. Ou seja, a deputada sabe que se for para uma disputa com Eliane, que já regularizou sua filiação junto ao partido, perderá.

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