Problemas a vista

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Como a coluna já revelou a base aliada do governador Jackson Barreto (MDB) não terá somente dificuldade para fechar a chapa majoritária com a escolha do vice e do outro candidato a senador, uma vez que já é consenso que o candidato a governador será Belivaldo Chagas (MDB) e um candidato a senador será JB. Terá também muito problema para fechar a chapa proporcional.

Isso porque deputados estaduais, a exemplo dos do MDB, não aceitam formação de “chapinhas”. Eles querem a realização de “chapão” para deputado estadual, como ocorrerá para deputado federal. Em conversa esta semana com a coluna, um dos parlamentares do partido declarou que se for aceito a formação de “chapinhas” ele mesmo pode deixar a legenda.

Já o PT, que também é um partido grande e da base aliada do governo, quer que a legenda saia sozinha na chapa para deputado estadual. O PT tem hoje dois deputados na Assembleia: Francisco Gualberto e Ana Lúcia, que não vai para a reeleição.

Já o MDB tem quatro deputados: Luciano Bispo, Garibalde Mendonça, Goretti Reis e Zezinho Guimarães. Há um receio que se o partido participar de chapinha ou sair sozinho pode reeleger apenas dois deputados.

Ressalta que não vai querer disputar a reeleição tendo uma boa votação e acabar não se elegendo por conta da coligação, quando candidatos com menos voto pode ser eleito. Lembrou o que aconteceu com a ex-deputada estadual Conceição Vieira (PT), que foi bem votada com mais de 23 mil votos em 2014 e ficou de fora da Assembleia para um candidato que teve menos de 10 mil votos.

Garantiu que se ficar definido que não haverá chapão para deputado estadual não pensará duas vezes em deixar o MDB. “A questão é matemática. Vou procurar outro caminho. Cada um vai procurar sua sobrevivência política”.

Uma outra preocupação que o governador deve ter é com o fato do genro do seu primo e secretário Almeida Lima (Saúde), Breno Silveira, ter conseguido o comando do PHS em Sergipe com um “dedo” do deputado federal André Moura (PSC). Sem falar no fato de Bruno ter declarado recentemente à imprensa que só tem dois votos majoritários definidos nas eleições: Belivaldo Chagas para governador e André para senador.

O fato dele, como genro de Almeida, ter omitido que também votaria em Jackson Barreto para o senado cheirou mal. É sinal que tem algo de podre no ar, que ainda não vazou e que pode dar muita dor de cabeça a JB que, com certeza, vai ser muito cobrado por isso, principalmente, pelo fato de Almeida ser um dos poucos secretários que ele pediu a Belivaldo que fosse mantido no cargo.

A eleição de 2018 caminha para ser um samba de crioulo doido, tanto na situação quanto na oposição, que mesmo tendo três grandes nomes para quatro vagas na chapa majoritária continua batendo cabeça.

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