Prefeitura de Aracaju reconfigura cenário urbano da cidade com obras de saneamento básico

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Dos 43 bairros de Aracaju, 20 contam com obras na rede de saneamento básico, o que tem ampliado consideravelmente a cobertura da capital nesse aspecto: 87% da cidade já conta com rede de saneamento, critério determinante para a infraestrutura urbana e, principalmente, para a saúde da população.

Isso porque, segundo estudos da Organização das Nações Unidas (ONU), a cada um dólar investido em obras de saneamento, economiza-se quatro dólares em outras áreas. Já o Ministério da Saúde do Brasil fala num retorno de nove reais. Ou seja, investir em saneamento é, na verdade, multiplicar os recursos e prevenir aporte em outras áreas.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), além de 87,2% dos domicílios com esgotamento sanitário adequado, 55,4% dos domicílios da capital sergipana dispõem de urbanização adequada (leia-se  bueiro, calçada, pavimentação e meio-fio).

Os dados colocam Aracaju na primeira posição entre os 75 municípios sergipanos. Comparada a outras 5.570 cidades do país, a capital sergipana está na posição 594. Por aqui, o investimento da Prefeitura em obras que contemplam o saneamento chega a R$140 milhões e alcança uma população estimada em 200 mil pessoas.

“São cerca de 140 milhões de reais investidos em obras já entregues e em andamento e que confirmam todo o empenho da gestão em preparar a infraestrutura urbana e proporcionar dignidade a todos os munícipes”, afirma Sérgio Ferrari, secretário municipal da Infraestrutura.

Do ponto de vista da saúde pública, a aplicação de recursos em saneamento também é essencial. De acordo com a secretária da Saúde de Aracaju, Waneska Barboza, o investimento em saneamento básico pode evitar inúmeras doenças, a exemplo da leptospirose, das febres tifóide e paratifóide, cólera e hepatite tipo A.

“Nossos esforços devem ser voltados à prevenção e promoção à saúde. Isso significa que quanto mais a gestão pública atuar em melhorias que possam evitar o adoecimento da população, menos dinheiro será gasto na gestão da máquina como um todo, afinal, o custo da saúde curativa é muito maior que a da preventiva”, garante Waneska.

Investimentos

Segundo o secretário Sérgio Ferrari, a Prefeitura trabalha, principalmente, implantando e ampliando o sistema de drenagem. “Criando lagoas de contenção e estabilização e pavimentando ruas antes sem qualquer cobertura”, ressalta. Sérgio Ferrari enfatiza que está em andamento um estudo na Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb) para catalogar e sistematizar toda o sistema de drenagem existente na cidade.

“O objetivo é mensurar o total da área da capital já coberta com saneamento”, afirma Ferrari. As obras de infraestrutura já entregues pela atual gestão e que contemplam a cobetura de saneamento básico são as do 17 de Março, Coqueiral, Jardim Centenário, Canal Costa do Sol, Aruana e Pantanal, e somam um investimento de R$50 milhões.

Só em 2017, foram R$17,4 milhões em obras que envolvem saneamento básico, a exemplo da ligação das Avenidas 4 e Alexandre Alcino, entre o Santa Maria e o 17 de Março; a infraestrutura do Jardim Petrópolis; a construção de Estação Elevatória de Esgoto e os serviços complementares da construção do Canal Costa do Sol.

Já em 2018, foram R$32,6 milhões em obras de infraestrutura, como a do Loteamento Aruana; a complementação da pavimentação e drenagem das avenidas Caçula Barreto e Dr. Tarcísio Daniel dos Santos, além da complementação da infraestrutura do Bloco 2 do 17 de Março.

Neste ano, toda a complementação da infraestrutura da Comunidade Pantanal já foi entregue, com investimentos de R$3,6 milhões. Em andamento, há intervenções no loteamento Moema Mary, Japãozinho, Barroso, Farolândia, Santa Maria, Conjuntos Padre Pedro e Valadares, Atalaia, Coroa do Meio, Jardim Bahia e outras localidades, que, juntas, somam outros R$90 milhões.

Prefeitura de Aracaju

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