Prefeitura de Aracaju age preventivamente para reduzir número de animais soltos em vias da capital

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A partir do crescente número de apreensões de animais, sobretudo de cavalos, em vias públicas do município, a Prefeitura de Aracaju, por intermédio da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), adotou medidas mais rígidas, em abril deste ano, para coibir a soltura e o abandono de animais, como mudanças no critérios de adoção e publicação da nova tabela de preço público para apreensão, transporte, guarda, alimentação e assistência veterinária de animais recolhidos, que reajustou a tarifa destes serviços.A preocupação da administração municipal em evitar que animais de grande porte vaguem por ruas e avenidas se dá para prevenir acidentes e situações de risco para a população e para o próprio animal.
Recolhidos pela Emsurb em via pública, os animais são levados ao Centro de Apreensões da empresa, no bairro 18 do Forte. Lá, são identificados, examinados e recebem todo o suporte necessário para permanência no local. Antes das novas medidas serem postas em prática, a retirada de um animal do Centro de Apreensão da Emsurb se dava mediante pagamento de taxa no valor de R$33,60 e, em caso de reincidência, acrescia-se ao valor da diária a taxa de R$ 67,20, chegando ao total de R$ 100,80.

Com a nova tabela de preço público, a Emsurb passou a apresentar os tipos de serviços ofertados e suas respectivas tarifas da seguinte forma: apreensão e transporte do animal R$100,00 (tarifa única); guarda e alimentação R$60,00 (diária); assistência veterinária R$60,00 (tarifa única).

O coordenador do Centro de Apreensão, Isael Freitas, destaca que o tratamento a que o animal é submetido após ser recolhido pela Emsurb é, muitas vezes, superior ao que vinha recebendo antes da captura.

“Quando recebemos uma denúncia e chegamos para capturar o animal, quase sempre encontramos uma situação em que detectamos más condições para o bicho. Isso quer dizer falta de alimentação e uma péssima estrutura para o ambiente do animal, quando não, está abandonado na rua, o que é um perigo enorme”, afirma.

Adoção

Isael Freitas ressalta ainda que, após serem reajustados, os custos diários e o de apreensão fizeram com que muitos donos até desistem de resgatar os seus cavalos, mais um sinal de descuido e de ação inconsequente por parte dos proprietários. “Primeiramente, se o dono cuidasse e gostasse do animal, não o maltrataria e, quando o dono desiste de buscar seu animal por causa da tarifa, mostra que já não tem interesse em cuidar da forma correta do seu bicho. Por isso, em muitos casos, é melhor para o animal ser adotado por outro dono”, diz.

A adoção dos animais apreendidos pela Emsurb só é disponível a pessoas que moram fora da capital. O animal fica no Centro de Apreensões por 15 dias e, caso o dono não se manifeste, é levado para a adoção. Para adotar um animal que foi recolhido, é preciso ir até à Diretoria de Espaços Públicos (Direpa) da Emsurb, no Parque Augusto Franco (Sementeira), com um comprovante de residência e documento de identificação.

De acordo com o diretor de Espaços Públicos do órgão, Bira Rabelo, essa medida foi tomada para evitar a reincidência da prática e, desta forma, o cavalo será adotado por pessoas que estão habituadas a cuidar de animais e darão a eles um tratamento adequado.

“Antes de tomarmos esta decisão de não permitir adoção para os moradores de Aracaju, o índice de apreensão dos mesmos animais e nos mesmos locais era muito alto, então, para evitar reincidência e que o cavalo não sofresse tanto em condições insalubres, adotamos essa medida e o resultado foi satisfatório”, conta. 

Outra mudança em relação à cobrança dos valores da apreensão é o custo do resgate do animal, que antes não havia. Para o gestor, tal medida foi adotada para custear todos os gastos demandados para cuidar do animal apreendido, e isso inclui atendimento veterinário, remédios, se for preciso, água e ração.

“Todo o dinheiro arrecadado com as multas é destinado para o cuidado dos cavalos no Centro de Apreensão. Lá, o animal recebe toda a estrutura necessária para sobreviver. Alimentação e água são mantidas por todo o tempo que o animal está no local. Quando o animal chega no Centro, passa por uma consulta com um veterinário e, se necessário, será medicado enquanto estiver por aqui. A multa, além de punir a irresponsabilidade do dono, garante boas condições para o cavalo”, explica.

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