PRB na oposição?

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O PRB e o PDT são os partidos mais assediados da base do governo Jackson Barreto (MDB) pela oposição, visando a formação da chapa majoritária nas eleições deste ano e, consequentemente, o enfraquecimento da pré-candidatura de Belivaldo Chagas (MDB) ao governo.

Ontem a coluna recebeu a informação de uma liderança da oposição e de outra da situação que o PRB já estava fechado com o agrupamento político do deputado federal André Moura (PSC) e do senador Eduardo Amorim (PSDB).

Segundo as duas lideranças, a razão maior não é em decorrência de um espaço na capa majoritária para o ex-prefeito Heleno Silva, mas a promessa de que poderiam resolver judicialmente a sua condenação na Operação  Sanguessugas, quando deputado federal. O que o tornaria elegível nas eleições deste ano.

Sabe-se que o PRB pleiteia uma vaga do Senado para Heleno Silva, podendo o partido aceitar uma indicação para vice-governador. No caso do ex-deputado permanecer inelegível o nome é do ex-prefeito Ivan Leite.

Foi colocado ainda que matematicamente uma aliança com a oposição seria mais fácil garantir a reeleição do deputado federal Jony Marcos, presidente estadual do PRB. Isso porque na base governista a disputa é mais difícil, por ter mais lideranças com grande densidade eleitoral e com mandato.

Sabe-se que a maioria expressiva do PRB deseja a permanência da legenda na base governista. Isso ficou claro em uma reunião recente, quando apenas o pastor Alves, hoje conhecido como o vereador macumbeiro, defendeu o rompimento com o governo e a ida para a oposição. O ex-prefeito Ivan Leite, Chico Dantas, o diretor do ITPS, Léo Araújo, e o suplente de vereador Anderson Gois foram uns que defenderam a continuidade do partido no governo.

Heleno e Jony só fizeram ouvir, mas, ao final, são eles que vão decidir o caminho que o PRB deve seguir nas eleições deste ano de acordo com as conveniências políticas do partido.

Agora é aguardar para ver como será a composição das alianças, pois até 5 de agosto, prazo final para realização das convenções partidárias, ainda tem muita água para rolar por debaixo da ponte. Até porque em política tudo pode acontecer, inclusive nada.

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