Ponto de vista

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O ex-presidente nacional da OAB, o sergipano Cezar Britto, disse a coluna Esplanada que o país vive a crise “mais delicada” de sua história ao defender o pedido de impeachment do presidente Michel Temer apresentado pela entidade em agosto. Criticou as reformas e a venda de estatais empreendidas pelo governo do peemedebista. “É preciso dar um basta”, chegou a declarar.

Cezar Britto avaliou que o ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, exagerou demais na saída do cargo: “segurou processos e exagerou perdendo a credibilidade que teria se tivesse agido com mais calma, sem muito açodamento”.

O ex-presidente da OAB afirmou esperar que a sucessora de Janot, Raquel Dodge, “reconheça a importância da defesa das pessoas e acabe com essa lógica que todo mundo é culpado até que se prove o contrário”.

A grande expectativa hoje é com o julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade que pede que o tribunal considere a possibilidade de o Congresso rever, em até 24 horas, qualquer medida cautelar diversa da prisão imposta a deputados e senadores, como suspensão do mandato e recolhimento domiciliar. O julgamento pode resolver o impasse sobre a situação do senador Aécio Neves, afastado do mandato por decisão da Primeira Turma. O relator é o ministro Luiz Edson Fachin.

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