PF deflagra nova operação em nove municípios de Sergipe nesta quinta

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Na manhã desta quinta-feira, 10, a Polícia Federal realiza mais uma operação em Sergipe, a Mosqueteiros. Cinco mandados de busca e apreensão são cumpridos em municípios de Sergipe, sedes de empresas e residências de empresários localizadas em Aracaju e Itabaiana.

A Operação Mosqueteiros, deflagrada com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU/SE), visa coletar provas em investigação que apura possíveis fraudes em licitações realizadas entre os anos de 2016 e 2019 por prefeituras de municípios sergipanos, envolvendo recursos do Fundo Nacional de Saúde (FNS), Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS) e Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).

As empresas investigadas realizaram contratos com os municípios de Carmópolis, Itabaiana, Itaporanga D’Ajuda, Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora de Lourdes, Rosário do Catete, São Cristóvão, Nossa Senhora do Socorro e Simão Dias.

A PF identificou que um grupo de empresas concorreu em várias licitações atuando para que ao menos uma delas saísse vencedora. As empresas possuem sócios em comum e sócios com vínculos familiares, o que mostra que são administradas pelo mesmo empresário.

As licitações envolvem diversos objetos: acessórios para enxoval, fardamento, fraudas descartáveis, materiais de limpeza, aparelhos de ar condicionado, equipamentos de informática, mobiliário em geral e produtos médicos. Muitos destes não se enquadram nos ramos de atividades das empresas investigadas.

Além das possíveis fraudes nas licitações, há indícios de que as empresas receberam pagamentos por produtos que não forneceram aos órgãos públicos.

A operação recebeu o nome “Mosqueteiros” em razão da união de três empresas para dar cobertura a uma quarta, a principal, nas licitações. Os investigados respondem pela prática da prática dos crimes de fraude a licitações, associação criminosa e peculato.

Outra operação

Na manhã da quarta-feira, 9, a Polícia Federal deflagrou a Operação Caduceu visando desbaratar uma quadrilha que praticava fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) nos estados da Bahia, Sergipe, Alagoas e Pernambuco. O prejuízo estimado aos cofres púbicos supera os R$ 7 milhões, relativos a pelo menos 140 benefícios com constatação de fraude.

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