O PT e Edvaldo

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O afastamento do senador Rogério Carvalho da presidência do diretório estadual do PT, mesmo que temporário, serviu para diminuir o clima de enfrentamento do partido com o prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB), mais antigo aliado no Estado. O presidente interino, deputado federal João Daniel, defende a manutenção da aliança e na sexta-feira já recebeu um agrado: o vereador Antonio Bittencourt se afastou da câmara para assumir a secretaria da Família e Assistência Social e o filho do deputado, Camilo Feitosa, hoje primeiro suplente da coligação, vai assumir mandato de vereador de Aracaju.

Não é só João Daniel quem prega cautela antes de anunciar rompimento com Edvaldo. Na semana passada o deputado Francisco Gualberto fez discurso na Assembleia enaltecendo a aliança histórica e as condições que levaram Edvaldo a condição de candidato a vice-prefeito de Marcelo Déda nas eleições de 2000. Naquele momento da campanha, quando as pesquisas apontavam mais para derrota do que a vitória em primeiro turno como aconteceu, no PT não havia muita gente disposta a se arriscar.

A vice-governadora Eliane Aquino, sempre citada como virtual candidata a prefeita, também defende o apoio a Edvaldo apesar da proximidade pessoal com o ex-deputado Márcio Macêdo que não esconde o desejo de disputar a PMA.

Uma ironia: o único cargo de destaque que o PT possui hoje na PMA é a presidência da Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju), ocupada pelo professor Cássio Murilo Costa dos Santos. Indicação pessoal de Márcio Macêdo.

Por Gilvan Manoel

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