O povo vai pagar a conta mais uma vez

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O Plenário da Câmara dos Deputados rejeitou ontem, por 302 votos a 98, o destaque do PCdoB ao Projeto de Lei Complementar (PLP) 343/17 que pretendia retirar do texto as contrapartidas exigidas dos estados em nome da suspensão do pagamento de suas dívidas com a União.

Entre essas contrapartidas estão à privatização de empresas, o congelamento de salários, o aumento da contribuição previdenciária e o cancelamento de subsídios tributários.

Os deputados aprovaram ontem o texto-base da proposta, na forma do substitutivo do deputado Pedro Paulo (PMDB-RJ). A proposta enfrenta resistência de parlamentares que não concordam com as contrapartidas impostas pelo governo federal aos estados que aderirem ao Regime de Recuperação Fiscal criado pela proposta.< /span>

Se aprovada no Congresso Nacional, como caminha para ser,  a Deso corre mesmo o risco de ser privatizada por uma imposição do governo Temer no seu projeto de ajuste fiscal. E o governador Jackson Barreto (PMDB), que não deseja entrar nessa seara, já passou o processo de privatização para estudo do BNDES.

Já os servidores públicos do estado, sem um reajuste salarial há quatro anos, passarão mais uns anos sem qualquer aumento de salário. Ou seja, vão perder, e muito, o poder de compra com a inflação e defasagem salarial.

E o que é pior, ainda vão ser afetados pelo aumento da contribuição previdenciária que já é de 12%. Em Sergipe, ao longo dos anos, governadores usaram indevidamente recursos da previdência social para obras. O campeão foi João Alves Filho (DEM).

Isso levou o estado de Sergipe hoje a ter um déficit mensal de mais de R$ 100 milhões e de cerca de R$ 1,4 milhão ao ano.

Trocando em miúdos os políticos e empresários no país saqueiam os cofres públicos em milhões, como estamos vendo na Operação Lava Jato. Muitos presidentes, governadores e prefeitos não fazem uma boa gestão e quem é chamado para pagar a conta é o povo brasileiro.

Não dá para aguentar mais isso, principalmente pelo fato dos deputados federais e senadores que aprovam leis que só fazem ferrar com o trabalhador brasileiro não cortam na própria carne. Permanecem com seus privilégios e mordomias no Congresso Nacional.

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