O impasse vai continuar

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Desde ontem que o deputado federal André Moura (PSC e o senador Eduardo Amorim (PSDB) estão se reunindo com lideranças políticas e discutindo sobre as candidaturas dos dois nas eleições deste ano e possibilidade de composição. As conversas prosseguem por todo o final de semana.

A conversa é em torno de quem vai disputar o que e a possibilidade de composição da chapa majoritária. Eduardo Amorim quer concorrer ao governo, tendo como companheiro de chapa o deputado federal Valadares Filho (PSB). Ele defende que na chapa estejam na disputa para o Senado André Moura e o senador Antônio Carlos Valadares (PSB).

No entendimento do tucano, a sua candidatura se fortalece em Aracaju com Valadares Filho sendo seu vice. Isso porque o deputado sempre foi muito bem votado em Aracaju, não só para a Câmara Federal como para prefeito de Aracaju. Ainda na sua concepção, o senador Valadares na majoritária, junto com André, fortalecerá muito a chapa da oposição.

André quer concorrer ao Senado e não ver problema em Eduardo ser candidato a governador tendo como vice Valadares Filho. Ele só não deseja Valadares como companheiro de chapa, por não querer correr qualquer risco de perder a eleição e ficar sem mandato.

Valadares é um político que não se pode subestimar, já concorreu a todos os cargos na vida pública e atualmente lidera as pesquisas para as eleições deste ano. E pela base governista, tem o nome forte do governador Jackson Barreto (MDB), que mesmo com um desgaste de governo pela crise econômica, não se pode subestimar, sabe fazer política como ninguém e o único cargo público que não ocupou eleito pelo povo foi o de Senador.

Há um entendimento que nas eleições deste ano nem a oposição nem a situação deverá eleger os dois senadores, como ocorreu em 2010, quando o povo sergipano elegeu Marcelo Déda governador e os dois senadores da sua coligação: Eduardo Amorim e Valadares. Esse feito ocorreu também em 1994, quando foram eleitos os dois senadores da mesma coligação: Valadares e José Eduardo Dutra.

Diante desta realidade política, uma chapa da oposição com o agrupamento político de André e Eduardo, e de Valadares, caminha para não ocorrer. A unidade dessas lideranças somente com Valadares ou André aceitando disputando a Câmara dos Deputados.

André Moura até tinha essa pretensão inicial de concorrer à reeleição, mas hoje, como líder do governo no Congresso, o mandato de deputado federal ficou pequeno para ele. Além disso, seus aliados querem que dispute um mandato majoritário.

Valadares, por já ser senador e liderar pesquisas de intenções de votos, se ver no direito legítimo de disputar a reeleição e, a exemplo de André, não o quer como companheiro de chapa por temer um desgaste político. Também é um entendimento do PSB local e nacional, assim como dos aliados em Sergipe, que o senador vá para a reeleição.

Em razão dessa realidade, apesar das várias conversas, a chapa da oposição só deve ser formada lá para abril como deseja o PSB. E o martelo de unidade da oposição só será batido com Valadares ou André recuando a pretensão de candidatura majoritária e disputando a Câmara dos Deputados. Caso contrário, cada um vai para o seu lado.

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