Nem tudo são flores

0

No sábado passado, em reunião na casa do deputado estadual Luiz Mitidieri (PSD), o governador Jackson Barreto (PMDB) conseguiu a unidade dos aliados em torno do nome do vice-governador Belivaldo Chagas (PMDB) para o Governo do Estado em 2018. O que deixou JB feliz foi o fato do nome de Belivaldo não ter sido colocado por ele, mas pelo seu agrupamento político numa demonstração de que nada foi imposto de cima para baixo.

Jackson também ficou satisfeito com as declarações do prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB) em apoio a Belivaldo Chagas, no momento em que é grande as especulações políticas em torno da proximidade de Edvaldo com o deputado federal André Moura (PSC), líder do governo no Congresso e com pretensões políticas de disputar o governo em 2018.

Na reunião, quando se esperava cobrança de aliados pelo afastamento no final do ano de secretários com pretensões de disputar cargos eletivos em 2018, tudo ocorreu com a maior tranquilidade e harmonia. Esse assunto acabou não sendo tocado.

JB também ficou satisfeito com a presença do deputado federal Laércio Oliveira (SD) na reunião e a declaração do seu apoio a Edvaldo. Foi uma demonstração de que foi superado o problema da escolha do novo coordenador da bancada federal, com a opção pelo nome do deputado Jony Marcos (PRB).

A alegria do governador deve ter acabado na segunda-feira quando o aliado, o ex-prefeito Manoel Sukita, soltou o verbo mediante a ameaça real de perder o comando do Podemos em Sergipe para o secretário Zezinho Sobral (Inclusão Social), pré-candidato a deputado estadual no ano que vem. Bem ao seu estilo, Sukita soltou cobras e lagartos sobre o auxiliar do governo e o próprio JB.

Responsabilizando o governador de estar por trás da ida de Zezinho para o Podemos, Sukita chegou a declarar que se Jackson fosse candidato ao Senado trabalharia contra ele. Só amenizou o tom da raiva quando JB declarou publicamente, inclusive à coluna, que não tinha nada a ver com a questão do Podemos, mas a ira sobre o secretário e a vontade de ir para a oposição ao governo permanecem no caso de se concretizar a perda do comando da nova legenda.

Como se não bastasse Sukita, o ex-deputado federal Mendonça Prado – insatisfeito com o fato de não ter sido reconduzido a presidência da Emsurb  após decisão judicial e o tratamento dispensado pelo prefeito Edvaldo Nogueira – agora é oposição e pode ser candidato a governador pelo PPS em 2018.

Mendonça, ex-aliado do ex-governador João Alves Filho (DEM), foi muito importante na eleição de 2014 de Jackson Barreto e na de 2016 de Edvaldo Nogueira, pelos seus depoimentos de que rompeu com o ex-sogro João Alves por não aceitar aliança com os irmãos Amorim. Mostrou coerência e sensatez.

Essas duas pedras no sapato de Jackson, provocada por aliados, vão incomodar muito durante o processo eleitoral. Ainda mais porque no caso de Sukita, aliados prestaram solidariedade a ele e o convidaram para filiação, a exemplo do PT e PSD.

Deixe Uma Resposta