Matadouros irregulares estão na mira da Adema

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No Estado de Sergipe existem apenas dois frigoríficos legalizados para fazer o abate dentro dos padrões de higiene exigidos pelos órgãos da vigilância sanitária e inspeção animal: o Frigo Serrano, em Itabaiana, e o Nutrial, em Propriá. Todos os demais matadouros não atendem as exigências da portaria 304/96 do Ministério da Agricultura. De acordo com a Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), alguns matadouros já foram fechados e outros estão com prazo para se adequarem.

O presidente da Adema, Francisco Dantas, informa que o órgão tem recebido várias solicitações do Ministério Público Estadual (MPE/SE) para realizar a fiscalização desses matadouros inadequados. “Em alguns casos a situação é bastante precária. São várias irregularidades, que vão desde a forma cruel de abate até o manuseio da carne sem higiene. Muitos não têm sequer um local para receber o resíduo líquido e joga os desejos no chão ou em rios, poluindo o meio ambiente”, comentou.

Francisco Dantas explica que já foram notificados 15 matadouros. Destes, quatro foram fechados nos municípios de Campo do Brito, Macambira, Itabi e Nossa Senhora da Glória. O presidente da Adema entende que esta é uma questão de saúde pública e que as pessoas precisam se conscientizar e exigir um produto de qualidade.

“Nós não temos nenhuma intenção de fechar matadouro, porém exigimos o cumprimento da legislação ambiental. Temos dito aos prefeitos que se eles fizerem os investimentos, não há razões para ele deixar de funcionar. Porém o que nós temos observado são matadouros em condições absurdas sanitárias. Percebemos que em alguns matadouros não tem uma câmara frigorífica para armazenar a carne em temperatura adequada. Isso é muito grave porque há o risco de contrair doença”, alertou.

O presidente da Adema comenta que existem em Sergipe cerca de 30 matadouros municipais, alguns em situação bastante precária. A fiscalização tem sido feita de maneira gradativa, em muitos casos atendendo solicitação do MPE/SE ou ordem judicial. A multa varia de R$ 50 a R$ 150 mil. “Nossa maior preocupação é com a saúde pública. A população precisa saber a procedência da carne que está comprando, se tem selo de inspeção para que a saúde pública da população não fique comprometida’, concluiu.

Da assessoria

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