Iran diz ter ficado contrariado com o “monólogo” do governador

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O deputado Iran Barbosa (PT) fez uma análise na manhã desta quinta-feira, 21, sobre a presença do governador Belivaldo Chagas (PSD) no plenário da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), na última quarta-feira, 20 quando fez um raio-x sobre as finanças do Estado. O parlamentar disse ter ficado contrariado por ele e os colegas não terem conseguido debater com o governador.

“Quero aqui registrar a minha contrariedade profunda em relação ao fato do monólogo que nós tivemos ontem. O governador veio à Casa, foi bem recebido, ouvimos e queríamos ter dialogado com ele”, ressalta lembrando que o governador fez o pedido durante a posse, para apresentar os dados financeiros no plenário da Alese e foi apresentado requerimento, aprovado por unanimidade.

“Nós abrimos mão de termos o grande expediente, que é o momento em que os deputados falam. Eu pessoalmente estava inscrito para falar e abri mão da possibilidade de falar os 20 minutos que nós temos durante o Grande Expediente, mas claro que não abrimos mão de dialogar porque a Casa é da fala e da fala assegurada especialmente aos deputados”, entende.

Iran Barbosa disse não entender porque o governador começou a exposição colocando como as causas para a crise fiscal que o Estado passa: o déficit crescente da Previdência.

“Escolheram o direito do servidor público, o direito do trabalhador se aposentar como a causa do desmonte do estado nacional. Eu não acredito e não concordo com isso e não podemos engolir essa como se fosse a principal causa do problema, do déficit do nosso Estado. Vi com muita tristeza e disse a ele  depois do debate, o governador dizer que a segunda causa é o excesso de vinculação de despesas, a exemplo dos 25% que a Constituição estabelece para a Educação, do percentual que é destinado à saúde; conquistas sociais do povo brasileiro. O governador assinou agora a Carta dos Governadores do Nordeste, se colocando contra a desvinculação proposta de forma irresponsável pelo Governo Federal. Vejam que contradição, ele assinar a carta e vir para a Assembleia dizer que a segunda causa do segundo estado brasileiro é a desvinculação de recursos para a Educação. Nós tínhamos que dialogar sobre isso e apresentar as verdadeiras causas e não engolir a leitura da equipe que apresentou a análise”, enfatiza.

O parlamentar disse ainda que o espaço da Alese tem que ser assegurado para o diálogo. “Se o governador queria vir apenas apresentar, tinha que ter sido avisado antes, pois eu não ia abrir mão do meu tempo de fala e esse espaço tem que ser assegurado pelo diálogo. O governador é um homem que tem uma experiência larga aqui no parlamento estadual, é um homem que já liderou a oposição e que tem um trato inclusive muito cortês. Estranhei demais nós não termos a possibilidade e a Mesa tem que preservar o direito ao diálogo”.

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