Governo Federal anuncia parceria com Sergipe em Força Tarefa para conter manchas de Óleo no Litoral

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O governador Belivaldo Chagas acompanhou, na tarde desta segunda-feira (07), o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, em um sobrevoo à costa de Aracaju, para fazer uma vistoria nas praias que foram atingidas por uma grande quantidade de óleo. As manchas de petróleo aportaram nas praias do nordeste desde 02 de setembro. Em Sergipe, elas chegaram no dia 24.

Também acompanharam o sobrevoo, o coordenador Nacional de Atendimentos a Emergência do Ibama, Marcelo Amorim e o diretor geral de Proteção Ambiental do Ibama, Major Olivaldi Alves Borges de Azevedo. O grupo fez um sobrevoo de meia hora, entre a Coroa do Meio e o Viral. Nesta localidade, o helicóptero pousou e os técnicos recolheram uma amostra do óleo que estava na areia.

No último sábado, 05, o governador Belivaldo Chagas instalou um Gabinete de Crise para definir ações emergenciais em função dos últimos acontecimentos ambientais ocorridos no litoral sergipano e também decretou situação de emergência.

Ao desembarcar de Brasília, o ministro afirmou que veio cumprir uma determinação do presidente da República, Jair Bolsonaro, para tomar providência sobre as medidas urgentes que se fazem necessárias para evitar danos ao meio ambiente provocados pela mancha de óleo que atinge todo o estado nordestino. Ele disse que é preciso identificar a origem do óleo, que até o momento não se sabe com precisão.

Segundo Salles, o presidente deu 48 horas para os técnicos responderem qual a origem desse óleo. Ele acentuou que, pelas inspeções já realizadas, ficou definido que se trata de um material que não vem de nenhuma origem brasileira e, pela espessura, parece ser de um óleo velho, que estava depositado em algum lugar. “À medida que os laudos laboratoriais forem concluídos em suas análises, vamos divulgar sem precipitação de informações”, ressaltou.

“O que se tem de informações, até o momento, é a extensão da área do nosso litoral, que tiveram pontos de contato com o óleo. Desde o início essas operações, do dia 02 de setembro em diante, o Ibama, o ICMBio, órgãos estaduais dos diversos estados e dos 42 municípios atingidos, a Marinha, vêm desenvolvendo várias atividades para recolher as borras de óleo que chegam nas praias”, revelou.

Ele disse que entre 14 de setembro a 06 de outubro um helicóptero do Ibama já realizou 65 horas de voo, fazendo investigação da costa nordestina, desde o Maranhão até a Bahia, por visualização direta. Além disso, uma outra aeronave, equipada com radar e detectores de óleo no mar, também já fez vários sobrevoos desde o início dos eventos.

Ao desembarcar do sobrevoo, Ricardo Salles disse que os técnicos observaram que as manchas de óleo não ficam na superfície da água, o que leva a concluir que o óleo está se deslocando abaixo da superfície e numa condição que não é detectável pelos equipamentos disponíveis.

O ministro anunciou que o governo federal está colocando a disposição do governo sergipano equipamentos e técnicos que trabalharão com o intuito de retirar o óleo de toda a costa e tentar conter os danos no meio ambiente. “A Petrobras também vai mandar mais equipamentos e equipes para intensificar esse trabalho. Vamos avançar no plano de contingência, especialmente limpando as praias, que é muito importante daqui pra frente”, salientou.

Ricardo Salles destacou, ainda, um trabalho específico das equipes do Ibama e do ICMBio, junto com o pessoal do Projeto Tamar, para evitar qualquer prejuízo com relação à desova das tartarugas marinhas.

São Francisco

Sobre a chegada das manchas de óleo na foz do Rio São Francisco, o ministro afirmou que o governador Belivaldo Chagas já levou essa preocupação ao presidente Jair Bolsonaro, e o problema é de total alinhamento com o governo federal, para que se faça a contenção dessa entrada de óleo nos corpos hídricos da região do São Francisco. “Tem que agir rapidamente para conter a substância e evitar qualquer prejuízo ao abastecimento hídrico da região”, reforçou.

Situação de Emergência

O governador Belivaldo Chagas afirmou que a ideia de decretar a situação de emergência foi exatamente para facilitar, caso haja necessidade por parte do Estado, de contratação de serviços de empresas especializadas para execução da limpeza do estuário do rio. “A decretação de situação de emergência vai possibilitar a captação de recursos junto ao Governo Federal para que os serviços possam ser realizados nesse momento de crise”, acentuou.
“Posso garantir, e desde já agradecer à presença do ministro, porque ele fez questão de ligar no sábado, dizer que viria aqui para fazer uma verificação in loco. Acredito que tudo que poderia ser feito até o momento, está sendo feito. O que depender do estado, nós faremos em uma ação conjunta com o governo federal e os municípios que forem também atingidos”, enfatizou, ao informar que a Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) já está acompanhando a situação da foz do São Francisco junto com a Defesa Civil.

Belivaldo Chagas afirmou que o Governo do Estado vem trabalhando na solução do problema desde o aparecimento das primeiras manchas de óleo no litoral sergipano. “Desde então, a Adema, juntamente com outros órgãos ambientais parceiros, atuam na limpeza da areia e na coleta de amostras de água para testar a balneabilidade das praias, além do envio de amostras para o laboratório da Marinha do Brasil, no Rio de Janeiro, que faz análises diárias das coletas dos locais afetados pelo óleo”, informou.

Medidas

O governo sergipano adotou as seguintes medidas: Decretar situação de emergência na faixa litorânea dos municípios atingidos pelo derramamento de produto químico em ambiente marinho; recomendar a população a não utilização das praias, bem como a não retirar, por conta própria, de nenhuma substância, mesmo com o intuito de ajudar.
De acordo com o governador, a preocupação é que a situação vem se agravando com o aumento da quantidade de manchas no estado, o que faz com que o Governo tenha que definir novas ações.

Fonte/ASN

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