Gás para crescer

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O Brasil não acompanhou as mudanças internacionais que ocorreram no setor de gás natural. Enquanto o resto do mundo assiste à queda dos preços desse insumo, em especial na América do Norte, nós continuamos com preços elevados.

Segundo dados da Abrace, o preço do gás natural no país aumentou 148% entre 2007 e 2016, quase o dobro da alta de 77% da inflação medida pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) no mesmo período.

Diante desse cenário, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) elaborou um estudo intitulado Gás Natural: Mercado e Competitividade, onde defende mudanças na legislação para criar um ambiente de negócios atrativo aos investimentos privados e ao aumento da concorrência no setor.

Mas, mesmo diante dessas dificuldades, podemos afirmar que Sergipe está em uma situação privilegiada, podendo dar um enorme salto na qualidade e disponibilização da sua matriz energética através desse insumo.

Com as descobertas de uma ampla oferta de gás a poucos quilômetros da nossa costa e a decisão da Petrobras de instalar um gasoduto de 128 km de extensão para escoar essa produção, poderemos, em poucos anos, triplicar a utilização do gás natural pela indústria, reduzindo custos, aumentando a competitividade, atraindo diversas empresas e ainda cortando as emissões de poluentes, sem falar nas oportunidades advindas da instalação da Usina Termoelétrica Porto de Sergipe que também utilizará essa fonte de energia, advinda do Catar.

Nesse sentindo, faz-se salutar a proposta do governador reeleito de Sergipe, Belivaldo Chagas, que quer ampliar a rede de distribuição de gás natural no Estado, atendendo em especial a evolução do consumo industrial de gás.

Por isso, a Federação das Indústrias do Estado de Sergipe (FIES) destaca para o Governador, homem sensível às questões do desenvolvimento de Sergipe, que o primeiro passo, sem o qual os outros se tornarão difíceis, passa pela revisão do atual contrato de concessão, datado de 1993, que é uma barreira para a expansão do nosso desenvolvimento industrial.

Remover os excessos de um contrato arcaico e fora da atual realidade e construir uma política de desenvolvimento energético para o Estado com preços competitivos é caminhar na direção da geração de empregos, do aumento dos investimentos, da atração de novas empresas e do crescimento sustentável da economia sergipana. Não podemos deixar essa oportunidade escapar.

Da assessoria

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