Gás natural com baixo custo na costa sergipana

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O navio regaseificador responsável por regaseificar o Gás Natural Liquefeito (GNL) que será utilizado pela Usina Termoelétrica Porto de Sergipe I, na Barra dos Coqueiros (SE), chegou ao estado no último domingo (17).

Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Sergipe (FIES), Eduardo Prado de Oliveira “essa é uma das portas de oportunidades que o Estado possui para ofertar energia barata para as empresas aqui instaladas e outras que com certeza virão. Nesse sentido, entendo que não podemos deixar essa chance do gás natural passar, porque o caminho do equacionamento do déficit fiscal passa pela reforma da previdência estadual, nos moldes do projeto do Governo Federal, e na atração de empresas que poderão contribuir com mais arrecadação e geração de empregos”.

Indústria paulista quer construir sistema semelhante

Em São Paulo, a alta recente do preço do gás natural estimulou o início das discussões sobre a construção imediata de uma estação de regaseificação de GNL no litoral, cujo objetivo será romper o monopólio de fornecimento do insumo pela Petrobras, que não respeita a paridade internacional. Segundo Oliveira, “enquanto lá nasce a ideia, aqui ela já é realidade, afirma.

Governo Federal

Para promover a reindustrialização do país, o ministro da Economia, Paulo Guedes, quer reduzir em até 50% o custo da energia. E o foco é propor uma mudança radical no modelo de exploração de gás natural, dado que nos próximos anos está prevista uma forte expansão da produção do insumo.

Atualmente, o Brasil paga quase três vezes mais pelo gás do que países como os Estados Unidos. A Petrobras tem o monopólio da exploração e também é dona da rede de dutos. Outro fator encarecedor do custo são as distribuidoras estatais que levam o insumo até o consumidor final. Em Sergipe, o atual contrato de concessão, datado de 1993, é uma barreira para a expansão do nosso desenvolvimento industrial.

A Associação dos Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace) calcula que uma redução dos preços do gás pode significar um acréscimo de R$ 159 bilhões ao PIB até 2025.

Unicom/FIES

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