Fraudes na gestão de João Alves

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A operação “Caça-Fantasma”, que já provocou a prisão de Ana Alves e agora do ex-secretário Sérgio Viana, é apenas uma pequena ponta do iceberg das denúncias de corrupção contra a administração do prefeito João Alves Filho na PMA, em apuração pelo Departamento de Crimes Contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap) e promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Essa fase da investigação, que já provocou o indiciamento e bloqueio de bens de João, do ex-vice-prefeito José Carlos Machado e outras ex-autoridades, visa apenas comprovação da existência de pessoas nomeadas para cargos em comissão com salários elevados sem trabalhar e que, em alguns casos, dividiam o valor recebido.

As denúncias mais graves estão em apuração e foram constatadas durante investigações do grupo especial criada pelo Tribunal de Contas  no segundo semestre de 2016, para evitar que prefeitos em fim de mandato provocassem o desmonte de suas administrações. No início do ano passado, o então presidente do TCE, Clóvis Barbosa de Melo, encaminhou ao Gaeco os relatórios com graves denúncias de corrupção na gestão de João Alves, envolvendo supostos desvios de recursos principalmente nas secretarias de Comunicação, Saúde, Obras e Emsurb. São milhões de reais que estão em jogo.

Os desmandos na reta final da administração de João provocaram a suspensão no atendimento nos postos de saúde, o fechamento das UPAs, a suspensão da coleta de lixo, ao ponto de o TCE decretar uma intervenção branca, assumindo a responsabilidade pelos pagamentos da PMA e dos prestadores de serviço, para que os serviços básicos fossem executados.

Pela gravidade das denúncias constatadas pelo grupo especial do TCE, esperam-se novas ações da Deotap e Gaeco, agora em outros setores.

Por Gilvan Manoel

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