Efeito Temer

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Os ministros Bruno Araújo (Cidades) e Roberto Freire (Cultura) decidiram deixar o governo. São as primeiras baixas desde que se instalou a crise política após a delação do empresário da JBS de que Temer deu aval para a compra do silêncio de Eduardo Cunha.

Ontem, em nota, o relator da reforma trabalhista das comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e Assuntos Sociais (CAS) do Senado, Ricardo Ferraço (PSDB-ES), informou que o calendário de análise da proposta está suspenso em razão da “crise institucional” que se instalou após a revelação bombástica de Joesley Batista. Existia uma previsão que a análise da proposta pelo Senado seria concluída até o dia 15 de junho.

Por conta da bomba disparada pelo empresário da JBS o dólar operou ontem em alta em relação ao real.  A moeda norte-americana fechou em alta de 8,15%, cotado a R$ 3,389 na venda, após chegar a operar a R$ 3,13 na quarta-feira. Já a Bolsa de Valores operou em queda de mais de 10%.

Com uma bancada de 13 deputados, o PTN foi o primeiro partido da base aliada a anunciar oficialmente ontem o rompimento com o governo Michel Temer. Em carta assinada pela presidente nacional do partido, deputada Renata Abreu (SP), e pelo líder da legenda na Câmara, deputado Alexandre Baldy (GO), a sigla afirma que assumirá posição de “independência” em relação ao governo. Em Sergipe o partido é presidido pelo ex-prefeito Sukita.

O PPS e o PSB caminham também para romper com o governo. O PSB, inclusive, deve entregar os cargos que ainda tem no governo federal. Com isso o senador Antônio Carlos Valadares deve perder a presidência nacional da Codevasf. A expectativa da bancada é que, em razão disso, o senador aceite fazer o remanejamento dos R$ 100 milhões de emenda impositiva que foi destinado para a companhia.

Com a grande possibilidade de Temer cair, o deputado federal André Moura (PSC) poderá perder a grande influência que tem no governo federal como líder no Congresso Nacional. Sergipe perderá também.

Em Sergipe, os movimentos sociais e sindicais – comandados pela Frente Popular Brasil – foram às ruas da capital ontem à tarde gritar o “Fora Temer” e “Diretas Já”. A concentração foi na Praça Camerino.  De lá os manifestantes percorreram as ruas do centro e encerraram o ato na Praça Fausto Cardoso.  Manifestações também ocorreram em outras capitais do país.

A frente Brasil Popular transformará a manifestação contra as reformas Trabalhista e Previdenciária, marcada para o próximo dia 24, em Brasília, em um movimento pelas “Diretas Já”.

 

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