Efeito exoneração de delegados

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Repercutiu ontem no meio político e nas redes sociais a exoneração dos delegados Danielle Garcia e Gabriel Nogueira do Departamento de Crimes Contra a Ordem Tributária Administração Pública (Deotap). Foi um prato cheio da oposição contra o governador Jackson Barreto (PMDB), por atribuírem a ele a exoneração dos dois e não ao secretário da SSP, João Eloy.

Na Assembleia Legislativa, o líder da oposição Georgeo Passos (PTC) afirmou que a exoneração dos delegados pode significar o desmonte de todo o trabalho realizado por eles no combate à corrupção em Sergipe. “O governo usou da sua força para desconstituir um dos setores que mais colaboravam com a sociedade sergipana. Infelizmente, é o desmonte de um importante órgão de investigação policial. Desde o primeiro semestre, com a mudança na cúpula da SSP, que as investigações já não aconteciam como antes. O Deotap parou de ter seu curso normal e não conseguiu realizar grandes operações como acontecia antes”, lamentou.

O senador Antônio Carlos Valadares (PSB) postou nas redes sociais: “A exoneração anunciada de Danielle Garcia é uma reação da política coronelista do governo JB para arquivar investigações comprometedoras”.

Declarou o senador Eduardo Amorim (PSDB): “Os delegados e suas equipes de policiais abnegados vinham desempenhando excelente papel no combate ao crime contra a Administração Pública. Mas, ao que parece, o Governo de Sergipe não quer ninguém investigando corrupção nesta administração e na de seus aliados”.

Do deputado federal Valadares Filho (PSB): “A política arcaica, desrespeitosa e sem o mínimo de bom senso de Jackson Barreto continua ultrapassando todos os limites. As exonerações da delegada Danielle Garcia e do delegado Gabriel inauguram mais uma página triste da nossa história produzida pelo governo JB. Desde ontem, a sociedade vem reagindo com dureza a esse completo desmonte do combate à corrupção em Sergipe”.

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