Diretores do Cirurgia não passaram informações concretas à CPI da Saúde, afirma Kitty Lima

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A convite da CPI da Saúde da Câmara Municipal de Aracaju (CMA), os diretores do Hospital Cirurgia participaram da 5ª reunião da comissão ocorrida na última segunda-feira, 11, a fim esclarecer dúvidas e questionamentos dos vereadores que investigam os contratos entre a unidade hospitalar e a Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA). A vereadora Kitty Lima (Rede), membro suplente da CPI, lamentou a ausência de dados concretos na explanação dos gestores do hospital e pediu uma apuração mais detalhada das denúncias envolvendo uma empresa terceirizada e o suposto desvio da aplicação de verba exclusiva para o setor oncológico da entidade.

Para a parlamentar, as informações passadas pelo presidente do Hospital Cirurgia, Dr. Milton Santana, pelo diretor financeiro e administrativo, Milton Eduardo Santana, e pela procuradora, Marcela Piton, foram insatisfatórias.

“Eles não vieram preparados com informações concretas, nos deram apenas informações superficiais. Eles falaram muito em porcentagem e esqueceram de apresentar números, dados concretos. Nós ainda não estamos em posse de todas as documentações necessárias e por isso precisamos de um segundo encontro para aprofundarmos mais nos assuntos que são investigados por essa CPI”, revelou Kitty.

Outra questão apontada pela parlamentar foi em relação a um contrato suspeito entre a unidade hospitalar e uma empresa prestadora de serviço que pertenceria a esposa de um dos diretores da entidade, denúncia apresentada pelo vereador Cabo Amintas.

“É no mínimo uma situação curiosas que precisa ser apurada. Como é que a empresa de prestação de serviço de tomografia da esposa do diretor do Cirurgia tem um contrato com o próprio hospital?”, questionou Kitty.

A vereadora também mostrou preocupação quanto ao uso da verba destinada exclusivamente ao setor de oncologia do Cirurgia que, segundo denúncia que está sendo apurada pelo Ministério Público Estadual (MPE), teria sido direcionada para outras finalidades.

“Fiquei bastante preocupada com essa denúncia porque a gente sabe a triste realidade dos pacientes oncológicos em Sergipe. São pacientes que têm o tratamento suspenso recorrentemente por falta de medicamento ou porque o aparelho de radioterapia está quebrado, e essa verba vem justamente para suprir demandas como essas que são exclusivas da oncologia. O MPE já está averiguando essa denúncia e estaremos acompanhando os desdobramentos”, disse Kitty, confiante que no próximo encontro com a diretoria do Hospital Cirurgia as informações serão mais esclarecedoras.

“Ficou ainda muita coisa no ar, mas já deu pra gente iniciar os trabalhos de investigação e perceber que tem coisa errada. Vamos torcer para que esse segundo encontro seja mais detalhado, com mais números e comprovações através de provas reais. Já estou em posse de toda a documentação e dos depoimentos que foram apresentados durante a reunião e vou analisar, juntamente com a minha assessoria jurídica, se tudo o que foi trazido está de acordo com os fatos e com a legalidade. Caso não esteja, conversarei com os demais membros da comissão para avaliarmos pontualmente quais medidas adotaremos”, sinalizou.

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