DHPP elucida morte de mulher encontrada nas proximidades da Rodoviária Nova

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Autor do crime foi morto por moradores de rua
A Polícia Civil de Sergipe, por meio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), elucida o crime que resultou na morte de uma mulher conhecida como Moreninha, encontrada na quarta-feira, 11, nas proximidades da Rodoviária Nova, na capital sergipana, já em estado de putrefação. Detalhes do caso foram apresentados na manhã desta sexta-feira, 14, durante entrevista coletiva, na Sala de Imprensa da Secretaria de Segurança Pública (SSP).
Durante a investigação, especificamente na madrugada de ontem, 13, um homem com suposto envolvimento no caso, posteriormente identificado como Felipe Roberto dos Santos, o Gordinho, de 24 anos, foi encontrado morto nas imediações de uma funerária situada na Avenida Tancredo Neves.
De acordo com a delegada Luciana Pereira, do DHPP, que esteve à frente do caso, Felipe brigou com Moreninha por conta de um celular e acabou matando a moça. Durante a apuração, ficou constatado que o casal estava em situação de rua, era usuário de drogas e pernoitava nas imediações de um restaurante situado no bairro América.
Após o assassinato da mulher, pessoas que viviam na mesma região que ela e Felipe, em represália, espancaram o infrator até a morte. “Quando o corpo dela [Moreninha] foi encontrado, os outros moradores de rua da região, que também são usuários de drogas e andavam com a mulher, ofendidos por ela ter sido morta, espancaram Felipe até a morte com paus e pedras”, citou Luciana durante a coletiva.
Diante do ocorrido, a Polícia Civil levantou imagens de circuito de câmeras da área, localizou e prendeu na tarde da quinta-feira três envolvidos no espancamento. O trio suspeito foi encontrado nas proximidades da Rodoviária Nova e levado ao DHPP, onde foi identificado como Juvenal Cravo Santos, o Matu; Tiago da Conceição, conhecido como o índio, e Clécio Weltman Lima, de apelido Coroa. A polícia trabalha para encontrar outros envolvidos no crime.
Segundo caso
Ainda durante a entrevista, a delegada Luciana Pereira apresentou o desfecho do crime ocorrido no dia 1º de agosto, no Residencial Neuzice Barreto, no município de Nossa Senhora do Socorro. O caso teve como vítima o ex-presidiário Jorge Alberto da Silva Borges, que estava na condicional e foi morto por espancamento.
Na investigação, o DHPP constatou que no dia do crime Jorge Alberto, já enquadrado na Lei Maria da Penha, foi até a casa da ex-companheira e tentou invadir o imóvel, sendo impedido pelos irmãos dela e um vizinho. Em meio ao desentendimento, Jorge foi espancado com pauladas e facãozadas, vindo a óbito posteriormente no Hospital de Urgências de Sergipe (Huse).
A partir de relatos da família da vítima e de imagens levantadas pelo DHHP, a Polícia Civil chegou até os quatro envolvidos no crime. “A gente representou pela prisão deles, são três maiores e um menor, e nessa semana saiu o mandado de prisão. Eles confessaram o crime, alegando legítima defesa de terceiro, pois tinham medo da vítima tentar novamente agredir a irmã deles”, afirmou Luciana Pereira.

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