Defesas Civis e CPRM realizarão novo mapeamento de áreas de risco em Aracaju

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Em 2020, o município de Aracaju terá nova edição do mapa de risco geológico da cidade. A atualização do mapeamento foi discutida nesta quarta-feira (27), em reunião entre o Departamento Estadual de Proteção e Defesa Civil da Secretaria de Estado da Assistência, Inclusão e Trabalho (Depec/Seit) e geólogos da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), empresa vinculada ao Ministério de Minas e Energia, que tem as atribuições de Serviço Geológico do Brasil. Com sua última revisão publicada em 2013, o documento trará informações atualizadas sobre a setorização de áreas de risco, deslizamentos, inundações, enxurradas e fenômenos adversos na capital.

A partir de visitas e vistorias, será elaborado um documento formal com identificação de todas as áreas de risco atuais da capital sergipana, como explica o diretor da Defesa Civil Estadual, Coronel Alexandre. “O estado de Sergipe fica muito feliz com a vinda dos dois geólogos da CPRM para fazer essa visita e reanálise das áreas, com base no levantamento feito em 2013. Essa atualização será muito pertinente, pois tem áreas que eram possivelmente de risco naquela ocasião e que hoje podem não ser mais. Além disso, certamente surgiram outros pontos considerados de risco que precisamos identificar. Estamos unidos nessa luta para entregarmos um trabalho completo e com informações precisas tanto para o gestor quanto para a população”, afirmou.

Segundo os dados publicados no mapa de risco geológico de 2013, havia 17 áreas em Aracaju. Durante o trabalho deste ano, serão identificadas novas possíveis áreas de risco e as que já haviam sido localizadas no mapa anterior serão revistas e divulgadas com avaliação de aumento ou redução dos seus respectivos graus de risco.  O mapeamento será acompanhado pela equipe de engenharia das defesas civis de Aracaju e de Sergipe. Posteriormente, a Defesa Civil Estadual pretende ainda realizar a atualização do mapa em outros municípios sergipanos.

De acordo com o geólogo Rubens Dias, existem quatro graus de risco a serem identificados nas áreas consideradas de perigo: muito baixo, baixo, alto e muito alto. No entanto, ele destaca que os graus altos são os que apresentam ameaça. “Após fazermos a identificação dos riscos, forneceremos o mapa referente aos graus. Ao final da campanha, esperamos ter uma avaliação melhor das áreas e dar o nosso parecer quanto aos problemas identificados, para avaliar se, de 2013 para cá, os graus foram agravados, reduzidos ou se permanecem os mesmos. O programa de atualização de mapeamento, sugerido pelas defesas civis do estado e do município, é contemplado pela CPRM e estaremos no município até a finalização do trabalho”, disse.

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