CPI da Petrobras: Leitura do relatório

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Mudanças importantes na lei de delação premiada e mecanismos para aperfeiçoar o sistema de licitação da Petrobras foram alguns dos destaques do relatório final da CPI da Petrobras, apresentado no começo da noite desta segunda-feira (19) pelo relator da comissão, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ). Ele fez críticas à Operação Lava-jato e afirmou que a estatal foi vítima de empreiteiras e de maus funcionários.

O relatório dele não cita pedidos de indiciamento. De fato, Luiz Sérgio disse que “não há menção [no relatório]sobre o envolvimento dos ex-presidentes da Petrobras José Sérgio Gabrielli e Graça Foster ou de ex-conselheiros da petroleira, como a presidente Dilma Rousseff”, e menos ainda do ex-presidente Lula da Silva.

Sub-relator responsável por investigar contratos internacionais da Petrobras, o deputado André Moura (PSC-SE) leu o relatório elaborado por ele, de mais de 100 páginas, com base em investigações, depoimentos tomados de testemunhas e acusados na Operação Lava-jato, acareações e por documentos obtidos pela CPI. Foi um dos mais comentados entre os demais relatórios elaborados pelos também sub-relatores Bruno Covas (PSDB SP), Altineu Cortes (PR-RJ), Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) e Valmir Prascidelli (PT-SP).

Fato lamentável – A sessão começou com uma discussão áspera entre o presidente da CPI Hugo Motta (PMDB-PB) e o deputado Silvio Costa (PSC-PE). Aos gritos, Hugo Motta pediu “respeito” ao colega. O parlamentar pernambucano, por sua vez, ironizou… “Você [Motta] terá que tomar muito Nescau”, disse em referência à juventude do deputado paraibano.

A confusão começou quando Costa interrompeu a leitura do relatório final, que estava sendo realizada pelo deputado Luiz Sérgio (PT/RJ), relator da CPI.

AssCom/AM

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