Correndo atrás do prejuízo

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A crise econômica do país afetou em cheio os estados e municípios. Como Sergipe não é uma ilha, como tem dito o vice-governador Belivaldo Chagas (PSB), o Estado foi afetado e muito por essa crise nacional a ponto de faltar dinheiro para pagar em dia os salários dos servidores públicos.

No final do ano passado, já como governador reeleito, Jackson Barreto (PMDB) fez a reforma administrativa com a redução de secretarias e cargos comissionados, assim como a extinção do cargo de secretário adjunto e redução de custeio.

Mesmo assim, o dinheiro não está dando para pagar a folha de pessoal dentro do mês, pelo fato da despesa ser maior que a receita, com o crescimento vegetativo da folha de pagamento e do elevado déficit da previdência social. Já em julho o salário foi parcelado em duas vezes.

Para tentar atravessar essa crise o Governo de Sergipe iniciou no final de julho a Operação Justiça Fiscal, que vem sendo executada pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz). Com isso, grandes empresas começaram a ser fiscalizadas por atividade comercial, com recolhimento imediato do ICMS.

Recentemente a fiscalização esteve na Fábrica de Cimento Nassau e na Cervejaria Ambev, e ontem foi até mais duas grandes empresas: a Votorantin Cimentos e a Indústria e Comércio de Bebidas Jardim das Laranjeiras (cachaça Boa Luz).

A meta da Sefaz é fiscalizar e fazer auditoria em cerca de 40 empresas que possuem débitos de ICMS inscritos na Dívida Ativa Estadual.

Trocando em miúdos, o Governo do Estado realmente acordou para a necessidade de fiscalizar grandes empresas que receberam grandes incentivos fiscais para se instalar em Sergipe, mas que, mesmo assim, ainda deixam de pagar impostos devidos prejudicando o Estado, que deixa de arrecadar. Precisou chegar ao fundo do poço, com os cofres públicos zerados, para cobrar de quem realmente tem e deixa de cumprir com suas obrigações tributárias: os grandes empresários.

Antes tarde do que nunca …

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