Confiante na compreensão do povo

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Nos últimos dias o governador Jackson Barreto (MDB) vem sendo bombardeado nas redes sociais com declarações feitas em 2014, logo após ser eleito governador, de que não seria mais candidato a nada e que se fosse não votassem nele. O vídeo visa fazer com que o eleitor cumpra à risca o que falou e não o eleja senador nas eleições deste ano.

Outros vídeos mostram declarações suas relacionadas ao senador Eduardo Amorim (PSDB), ao deputado federal André Moura (PSC) e ao secretário Almeida Lima no tempo que era aliado e quando deixou de ser, e vice-versa. A finalidade maior é desacreditá-lo como político, mostrar que fala de acordo com as suas conveniências políticas.

Ainda não faltaram críticas às estatuas gigantes que estão sendo montadas no Largo da Gente Sergipana e que serão inauguradas no dia do aniversário de Aracaju. Colocaram um preço absurdo, enfatizando que JB priorizava esse tipo de investimento ao pagamento dos servidores públicos do estado, aposentados e pensionistas, que estão recebendo seus vencimentos depois do dia 10 do mês subsequente. E até uma foto sua no lugar de uma das estatuas folclóricas,

Em conversa com a coluna, o governador confirmou que deixa o governo no próximo dia 6 de abril, como a coluna já informou no sábado, e que será candidato ao Senado. E ao ser questionado se não temia um grande desgaste político, que já começou nas redes sociais, disse que não.

Segundo ele, o povo vai compreender as suas declarações pedindo para que não votasse nele caso voltasse a disputar nova eleição em 2018. “Nas eleições deste ano vão ser questionadas a ética, a honradez. Não temos nenhum desgaste quanto a isso. Fazemos um governo decente, honrado e sem denúncia de corrupção. Aposto nisso”, frisou.

“Além de fazermos um governo honrado, temos obras em todo o Estado. O volume de obras é grande no Estado e em muitas áreas, que, infelizmente, não tivemos a oportunidade de mostrar. Investimos muito na saúde, educação, no social, na cultura e em infraestrutura. Imagino que essas coisas serão analisadas”, acredita.

Com relação ao desgaste sobre o atraso no salário dos servidores e parcelamento dos vencimentos dos aposentados e pensionistas, Jackson declarou que isso tem a ver com a crise econômica do país e o déficit da previdência. Lembra que outros estados também estão pagando os salários dos servidores após o dia 10 do mês subsequente, a exemplo de Alagoas. “Será que todos os homens públicos serão massacrados por isso?”, questionou JB.

“A população vai analisar, refletir sobre tudo isso. São mais de 40 anos na vida pública. Nunca me preocupei com patrimônio e quando mostrar o trabalho que realizamos, o governo honrado e as definições sobre o quadro do Brasil, as pessoas vão parar para refletir. O povo vai analisar a minha história de vida, minha dignidade, compromisso com a democracia”, afirmou, lembrando que está com dificuldades com o governo federal por manter a sua história e coerência na vida pública.

Jackson enfatiza que o que pesou para que tivesse voltado atrás na sua posição de ser candidato em 2018 foi a conversa que teve no ano passado com o ex-presidente Lula. “Lula disse que não era possível uma pessoa como eu, que sempre deu a sua contribuição para a democracia no país, ficar afastado do processo eleitoral. Declarou que vivemos hoje uma outra realidade, um outro Brasil e que é preciso pessoas com a minha história no Congresso”, afirmou, ressaltando está confiante que o povo vai entender isso.

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Mais na frente

O governador Jackson Barreto (MDB) ainda não decidiu como acontecerá o ato de renuncia do mandato de governador, no próximo dia 6 de abril, uma sexta-feira, para que venha a disputar o Senado. Disse que no momento não está com “cabeça” para isso. Só está agendado, até agora, a inauguração de um ginásio de esportes em Itabaiana no último dia do seu governo.

 

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