Com as águas de março

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Março chegou e com ele a abertura da janela partidária. No período de 7 de março até 7 de abril deputados estaduais e deputados federais poderão trocar de partido sem a perda de mandato, mediante artigo 22-A, III da Lei 9.096/1995 (Lei dos Partidos).

Neste período, o deputado que tem mandato pode mudar de legenda sem sofrer as sanções de infidelidade impostas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em Sergipe, essa janela partidária não deverá ser usada por nenhum deputado federal. No ano passado, foi muito especulado que o deputado federal André Moura poderia deixar o PSC para ingressar no MDB e que em razão disso o deputado federal Fábio Reis (MDB) poderia deixar o partido, junto com o governador Jackson Barreto (MDB) e outras lideranças do partido, para se filiar ao Podemos.

Essas especulações acabaram e tudo caminha para que os oito deputados e os três senadores permaneçam nos seus partidos.

Na Assembleia Legislativa pode haver troca-troca de partido.  Alguns deputados do MDB podem deixar a legenda se for imposta a formação de “chapinhas” na coligação proporcional da chapa governista.  Um deles pode ser o deputado federal Garibalde Mendonça. Os deputados querem o chapão.

O deputado estadual Augusto Bezerra, que pensava em deixar o PHS após ter perdido o comando do partido para o ex-prefeito Sukita, pode permanecer na legenda se a pegar de volta.

Já o deputado estadual Capitão Samuel pode deixar o PSL para disputar a reeleição e o deputado Gustinho Ribeiro pode sair do PRP por almejar voo mais alto nas eleições de 2018: disputar mandato de deputado federal.

Vale ressaltar que a janela partidária não é para vereadores que iniciaram o segundo ano de seus mandatos. Se algum desejar concorrer a uma cadeira na Assembleia Legislativa ou Câmara dos Deputados terá que concorrer pelos seus partidos. Janela para eles somente a de 2020.

A data 7 de abril também é o limite para filiação partidária. Na Assembleia, apenas o deputado Gilmar Carvalho está sem partido. Ele estuda a possibilidade de se filiar ao PRB ou ao PSC, mas já está com um pé dentro do partido comandado em Sergipe pelo deputado federal André Moura.

Tem nomes fortes para concorrer às eleições deste ano, que ainda estão sem filiação. É o caso do diretor-presidente do DER, Adailton Martins; do genro do secretário Almeida Lima (Saúde), o Breno Silveira; do filho do secretário Benedito Figueiredo (Governo), Alexandre Figueiredo. Eles são pré-candidatos a deputado estadual e ainda não fecharam filiação. Breno pode ir para o PHS.

Caso o pré-candidato a governador Belivaldo Chagas faça a opção de disputar o governo pelo PSD visando atender a um convite do deputado federal Fábio Mitidieri e, consequentemente, facilitar os entendimentos políticos da formação da chapa majoritária, ele também terá até 7 de abril para trocar o MDB pelo PSD.

Essa data também será a data limite para o governador Jackson Barreto deixar o governo se desejar concorrer ao Senado. Assim como para pessoas que estão com cargos públicos e pretendem disputar às eleições deste ano, como é o caso dos secretários Zezinho Sobral (Inclusão Social), Fábio Henrique (Turismo) e Esmeraldo Leal (Agricultura).

Trocando em miúdos, o período que vai do dia 7 de março a 7 de abril de 2018 será decisivo para partidos e os que serão atores no pleito deste ano.

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