Blocos partidários

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Rita Oliveira – Jornal do Dia

Na Câmara dos Deputados, cujas atividades parlamentar desta nova legislatura  iniciaram em 1º de fevereiro junto com o Senado, instituiu-se três blocos de partidos políticos. Um bloco com 301 deputados que dará sustentação ao governo Jair Bolsonaro; outro com 105 parlamentares, que seria de oposição; e um terceiro também de oposição, formado por 97 parlamentares.

O blocão com 301 deputados, como está sendo chamado, é formado por 11 partidos: PSL, PP, PSD, MDB, PRB, PR, DEM, PSDB, PTB, PSC e PMN. Outro bloco formado por 10 legendas: PDT, SD, PODE, PROS, PPS, Avante, Patriota, PV, PCdoB e DC. Já integram o terceiro bloco: PT, PSOL, PSB, Rede.

Com o blocão, o governo Bolsonaro tem ampla maioria na Câmara dos Deputados, formada por 513 parlamentares.

Pela composição de blocos na Câmara, os deputados federais de Sergipe que darão sustentação ao governo Bolsonaro são: Fábio Reis (MDB), Laércio Oliveira (PP), Bosco Costa (PR), Valdevan 90 (PSC) e Fábio Mitidieri (PSD).

Só que o Fábio Mitidieri já declarou que o seu partido integra o blocão, mas ele só votará em projetos do governo que não venham a prejudicar o povo brasileiro.

Desses cinco deputados federais de Sergipe, cujo seus partidos estão no blocão governista, Fábio Mitidieri, Fábio Reis e Laércio Oliveira integraram a mesma coligação de apoio a Belivaldo Chagas (PSD) para governador em 2018. Já Bosco Costa e Valdevan 90 concorreram na oposição a Belivaldo em Sergipe, uma vez que integravam a coligação de Eduardo Amorim (PSDB).

Já os deputados Gustinho Ribeiro (SD) e Fábio Henrique (PDT) integram o segundo maior bloco na Câmara, que é de oposição ao governo federal. Mesmo seus partidos integrando esse bloco de oposição eles já externaram que serão aliados de Bolsonaro e vão se manter na oposição ao governo Belivaldo.

Dos oito deputados federais por Sergipe somente João Daniel (PT) se mantém no terceiro bloco, que é de oposição, e realmente fará oposição ao governo Bolsonaro pelas razões óbvias.  Em Sergipe, ele se mantém aliado do governo Belivaldo.

Já no Senado, os senadores Maria do Carmo Alves (DEM) e Alessandro Vieira (PPS) vão apoiar o governo Bolsonaro. Na Câmara, o partido de Maria é aliado do Planalto, já o do delegado é oposição. Assim, dos três senadores de Sergipe, somente Rogério Carvalho (PT) será oposição, seguindo a linha do seu partido na Câmara.

Trocando em miúdos, a política é mesmo um verdadeiro sarapatel de coruja…

Os blocos

Composição dos partidos que integram o blocão na Câmara dos Deputados liderado pelo PSL do presidente Jair Bolsonaro: PSL (52), PP (38), PSD (35), MDB (34), PR (33), PRB (30), DEM (29), PSDB (29), PTB (10), PSC (8) e PMN (3). Outro bloco: PDT (28), SD (13), Pode (17), PROS (8), Avante (7), Patriota (9), PV (4), DC (1), PCdoB (10). O terceiro bloco: PT (54), PSB (32), Psol (10) e Rede (1). O Novo tem oito deputados e o PTC dois. Essas duas legendas ficaram de fora dos blocos.

Coordenador de bancada 1

O deputado federal Fábio Reis (MDB) deve ser escolhido hoje como o novo coordenador da bancada federal de Sergipe em substituição ao ex-deputado federal Jony Marcos (PRB). A reunião da bancada para definição do coordenador ocorrerá às 18h, no gabinete da senadora Maria do Carmo Alves (DEM).

Coordenador de bancada 2

Segundo um parlamentar, Fábio deve ter o apoio da grande maioria dos 11 parlamentares de Sergipe por já está no seu terceiro mandato como deputado federal e ser aliado do governo Bolsonaro, sendo, inclusive, vice-líder do blocão na Câmara. O entendimento é que isso facilitará a liberação de recursos das emendas de bancada e impositivas para Sergipe.

Coordenador de bancada 3

À única voz dissidente contra Fábio Reis é a do deputado federal estreante Gustinho Ribeiro (SD) pelas questões regionais em Lagarto, onde os dois são adversários políticos. Segundo uma fonte, Gustinho queria emplacar o nome do senador Rogério Carvalho (PT) como coordenador de bancada.

Sem novidade 1

Como a coluna já previa foi arquivada ontem pelo presidente do Senado, David Alcolumbre (DEM-AP) a CPI da Lava Toga proposta pelo senador Alessandro Vieira (PPS-SE), visando investigar o funcionamento de tribunais superiores com foco no Supremo Tribunal Federal (STF).  O arquivamento foi possível com a retirada de assinatura dos senadores Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Kátia Abreu (PDT-TO), fazendo com que caísse de 27 (número mínimo para instalação da CPI) para 25 o número de assinaturas.

Sem novidade 2

Segundo a Secretaria-Geral da Mesa, o senador Eduardo Gomes (MDB-TO) também solicitou a retirada de sua assinatura, mas o fez por meio de aplicativo de mensagens via celular, com uma foto em que comunicava a desistência. Assim, a exclusão não foi oficializada, mas será feita após o cumprimento de procedimentos burocráticos de confirmação. Com isso, três senadores dos 27 que assinaram o requerimento de CPI recuaram.

Fora de cogitação

Os trabalhos investigativos incluiriam convocação de ministros das Cortes superiores para esclarecimentos ao colegiado sobre “uso abusivo” de pedidos de vista ou outras manobras que atrasam as decisões das Cortes, entre outros pontos. Imagine se isso ocorreria no Brasil?

Com Belivaldo 

O ex-deputado estadual Robson Viana (PSD) nega desavenças políticas com o governador Belivaldo Chagas (PSD), em razão de algumas exonerações no governo de pessoas politicamente vinculadas a ele como o ex-presidente da Fundação Parreiras Horta, Ari Leite. Ontem o ex-parlamentar esteve reunido com o governador tratando de vários pontos e depois saiu com nota desfazendo qualquer desentendimento político.

Nota 1

Na nota, Robson explica que sua relação com Belivaldo sempre foi amistosa, respeitosa, sincera, uma relação de amizade que espera que continue por muitos anos.

Nota 2

Diz a nota: “Hoje [ontem]fui recebido pelo governador para conversarmos sobre vários assuntos e dissipar, de uma vez por todas, qualquer mal entendido que tenha se esboçado, ganhando publicidade em redes sociais e páginas de periódicos em Sergipe. Eu e meu grupo continuamos no projeto firmado com Belivado desde um ano antes de sua candidatura ser divulgada. Nosso compromisso continua firme e não cabe rompimento, portanto, essa história que estamos afastados é “fake”, mentira e só interessa a quem não quer o melhor para Sergipe”.

Filiação ao PSC

O presidente estadual do PSC, ex-deputado federal André Moura (PSC), está focado no fortalecimento do seu partido para as eleições municipais de 2020. Revela que em março estará filiando à legenda a prefeita de Capela, Silvany Mamlak, aumentando de 16 para 17 o número de prefeitos do partido em Sergipe.

Quer ser federal 

O deputado estadual Capitão Samuel (PSC) disse ontem que quer disputar mandato de deputado federal em 2022 pelo seu ex-partido, o PSL do presidente Jair Bolsonaro, cuja direção nacional o convidou.  “A proposta do PSL é de ajudar os candidatos do partido hoje e nas eleições, coisa que o PSC Nacional não fez e não vai fazer”, disse, ainda demonstrando mágoa por não ter recebido nenhum recurso do fundo partidário no pleito de outubro passado.

Esperando a janela

Avalia o deputado que saindo agora do PSC poderia fazer uma boa base em 2020 com fortalecimento do projeto em 2022. “Nosso projeto, mesmo tendo essa dificuldade, continuará. Infelizmente aguardando a janela partidária ou o TRE se pronunciar a respeito, dentro da legislação”, ressalta.

Protesto

“Tenho direito de buscar mudar de partido dentro da Lei como todos do grupo já fizeram em seus momentos. Não entendo o incomodo por sigla, quando o grupo mantém o controle de cinco partidos em Sergipe, incluindo, partidos que ajudam seus candidatos nas eleições, a exemplo do PR”, disse Samuel, rebatendo indiretamente André Moura que já avisou que quem deixar o PSC corre o risco de perder o mandato por infidelidade partidária a pedido dos suplentes.

Ciclo petista 1

Com o tema “A Construção do PT e o legado em Aracaju”, o Partido dos Trabalhadores iniciou ontem o 1º Ciclo de Debate em Aracaju. O evento contou com a participação de lideranças petistas como Marcio Macêdo, Iran Barbosa, Jefferson Lima, Larissa Celina, Ana Lúcia e Silvio Santos; dirigentes estaduais, municipais, militantes e lideranças dos diversos movimentos sociais e bairros de Aracaju.

Ciclo petista 2

“Esse foi o primeiro espaço dentro do fórum “Pensar Aracaju” que vai acontecer durante todo o ano de 2019, fomentando a reflexão sobre as questões municipais e fortalecendo o PT para as Eleições de 2020″, afirma o presidente do partido em Aracaju, Jeferson Lima.

Veja essa …

O PSL do presidente Jair Bolsonaro, eleito com discurso de ética e que chegando à presidência mudaria “tudo isso que está ai”, criou em Pernambuco uma “candidata laranja” nas eleições 2018 para ter acesso a dinheiro público.  Segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo, o grupo do presidente do partido, Luciano Bivar (PE), novo 2º vice-presidente da Câmara, criou no seu estado a candidatura laranja de Maria de Lourdes Paixão, que recebeu R$ 400 mil do PSL durante o pleito. Ela foi a terceira mais contemplada em todo o país com verba do partido e obteve apenas 274 votos.

Curtas

Vários políticos de Sergipe se solidarizaram ontem com a morte do jornalista da Band Ricardo Boechat, 66 anos, na queda de um helicóptero em um dos acessos da Rodovia Anhanguera, que liga a capital paulista, ao interior.

Representantes dos Poderes Executivo e Legislativo, empresários e líderes sindicais participaram ontem de audiência pública viabilizada pelo senador Alessandro Vieira visando discutir a hibernação da Fafen em Sergipe, já iniciada.

Entre os presentes os secretários José Carlos Felizola (Governo) e José Augusto (Sedetec); o deputado federal Laércio Oliveira; os deputados estaduais Georgeo Passos, Kitty Lima e Rodrigo Valadares; o prefeito Paulo Hagenbeck (Laranjeiras) e o ex-governador Albano Franco. 

Na audiência, os secretários informaram que o governador Belivaldo Chagas irá a Brasília, em breve, para audiências com o vice-presidente da República, ministros e presidente da Petrobras para discutir o que pode ser feito para o funcionamento da Fafen.

Foto legenda

No encontro ontem com o governador Belivaldo Chagas (PSD) o ex-deputado estadual Robson Viana (PSD), que é primeiro suplente da coligação, reiterou seu apoio ao governador e disse que continuaria ao seu lado para continuar a lutar por um “Sergipe cada vez mais justo para todos”. Agora é aguardar os próximos Diários Oficiais…

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