As manifestações

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Fora-Dilma-manifestaçãoNesse domingo, 16, o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) será alvo de novos protestos. As manifestações em todo o país estão sendo organizadas, principalmente, por três grupos de oposição ao governo federal: Movimento Vem Pra Rua, Movimento Brasil Livre (MBL) e Revoltados Online.

“Não vamos pagar a conta do PT” será o mote dessa manifestação. Os grupos querem passar para a sociedade que a conta dos últimos 12 anos das políticas fiscal do PT chegou agora na forma de recessão, juros altos e desemprego, principalmente entre as pessoas de menor poder aquisitivo.

Cada movimento tem as suas questões específicas. O MBL, por exemplo, vai para as ruas com o mesmo objetivo das outras manifestações: pedir o impeachment da presidente Dilma. O principal ponto em comum dos grupos de protesto é que o ajuste fiscal está sendo pago pela população, sem que o governo fosse capaz de cortar um ministério sequer.

O manifesto tem o apoio dos partidos políticos de oposição, principalmente do PSDB, que foi derrotado nas urnas com o presidenciável tucano Aécio Neves e agora trabalha pelo impeachment de Dilma para que ocorra nova eleição no país. Aproveitam a popularidade de Dilma em baixa, com 71% de rejeição do povo brasileiro, conforme última pesquisa.

A campanha para uma “mega manifestação” vem crescendo na internet com o intuito de reunir milhares de brasileiros nas ruas contra Dilma. O último protesto, em abril, não teve tanto sucesso. Já o movimento anterior, em março, conseguiu reunir mais de R$ 2 milhões de pessoas em todo o Brasil.

Em Sergipe, a manifestação contra Dilma não está tendo propagação. Possa ser que ocorra algum ato na Praia 13 de Julho. O ex-deputado federal João Fontes (PSDB), que sempre esteve à frente desses atos contra a presidente disse que estava viajando e não participou de nenhuma reunião sobre o 16 de agosto. O último que ocorreu no Estado foi um fracasso de público.

A manifestação contra um governo faz parte da democracia, e uma característica fundamental da democracia é o respeito sagrado às opiniões divergentes. Só não é democrático querer um impeachment de um governo eleito democraticamente nas urnas, que só tem pouco mais de sete meses de gestão e sem nada que o desabone nesse período. Ai é golpe!

Aqueles que vão às ruas nesse domingo defender o pré-impeachment deviam protestar, também, contra o pagamento de auxilio moradia para juízes que estão na ativa e que estão aposentados; contra a decisão dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) de terem aprovado no último dia 12 uma proposta que prevê aumento de 16,38% em seus próprios salários, elevando os vencimentos para R$ 39.293,28 a partir de janeiro de 2016, neste momento de crise econômica; e contra a PEC aprovada pela Câmara dos Deputados, cujo texto-base da proposta de emenda à Constituição (PEC) vincula o salário da Advocacia-Geral da União (AGU), da carreira de delegado da Polícia Federal, das carreiras de delegado de Polícia Civil dos estados e do Distrito Federal e dos procuradores municipais a 90,25% do subsídio dos ministros do STF.

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