Apoios no 2º turno

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O 2º turno das eleições é uma nova eleição. Em razão disso estão a todo vapor as conversas para novas composições políticas e definições sobre qual candidato apoiar para o Governo de Sergipe: se Belivaldo Chagas (PSB) ou Valadares Filho (PSB), que chegaram em primeiro e segundo lugar respectivamente no 1º turno das eleições no estado.

A grande maioria das lideranças que estava com Eduardo Amorim (PSDB) para governador e André Moura (PSC) para senador no 1º turno caminha para apoiar Belivaldo no 2º turno.

Não haverá nenhum tipo de conflito sobre isso, até porque o entendimento de André e Eduardo é de liberar o agrupamento para votar como quiser no 2º turno.

Da parte de André Moura há uma rejeição maior a Valadares Filho, pelos conflitos ainda no período de discussão da formação das chapas majoritárias no 1º turno, quando trocaram farpas André e o senador Valadares (PSB) por conta da definição de nomes para as duas vagas de senador. Isso inviabilizou que Valadares Filho fosse o vice de Eduardo.

Do agrupamento de André e Eduardo, os primeiros a declarar apoio a Belivaldo foram os deputados estaduais Venâncio Fonseca (PSC), Capitão Samuel (PSC) e Jairo de Glória (PRB). Ontem, os três usaram a tribuna da Assembleia Legislativa para anunciar o apoio. Os três foram candidatos à reeleição na coligação de Eduardo.

Até essa sexta-feira pelo menos 10 prefeitos que apoiaram Eduardo e André nestas eleições vão oficializar, também, apoio a Belivaldo. Entre eles: Silvany Mamlak (PTC/Capela), Martins (PSC/Pacatuba), Iggor Oliveira (PSC-Poço Verde), Marival Santana (PSC-Simão Dias), Painho (PSDB-Feira Nova), Marcell Souza (PSDB-Campo do Brito) e Everton Lima (PSDB-São Miguel do Aleixo).

O PRB, do deputado federal Jony Marcos e Heleno Silva, também caminha para apoiar Belivaldo. O partido era da base do governo até as eleições deste ano, quando decidiu migrar para a oposição e apoiar Eduardo Amorim, somente para que Heleno pudesse concorrer ao Senado. O deputado do partido, Jairo de Glória, já está com o Galeguinho.

A Rede, que teve Dr. Emerson como candidato a governador e foi o quarto mais votado, com 69.407 votos (7.03%), define hoje qual posição adotar neste 2º turno em Sergipe. Haverá reunião da Elo, formada pelos dirigentes da legenda em Sergipe, para bater o martelo sobre o rumo a seguir.

A tendência da Rede é fechar apoio a Valadares Filho, uma vez que ainda nas discussões de alianças no 1º turno o partido chegou a bater o martelo sobre composição com o candidato do PSB, com Dr. Emerson sendo o candidato a vice. O entendimento foi desfeito após protesto do candidato a senador, o delegado Alessandro Vieira, que pelo acordo não disputaria o Senado, mais a Câmara dos Deputados.

Em Sergipe, a Rede não elegeu Dr. Emerson governador, mais elegeu um senador: o delegado Alessandro Vieira, que foi o campeão de votos, e dois deputados estaduais: Georgeo Passos e Kitty Lima. Com 474.449 votos, Alessandro teve mais votos que o candidato a governador Belivaldo Chagas (403.252).

Ontem Valadares Filho já teve assegurado apoio do prefeito de Ribeirópolis, Antônio Passos. O apoio foi assegurado durante reunião do prefeito com seu agrupamento, que entendeu que Valadares Filho reúne o sentimento de mudança na condução do Estado.

Agora é aguardar o fechamento das novas composições políticas para o 2º turno das eleições, cujo programa eleitoral gratuito no rádio e na televisão começa nessa sexta-feira.

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Fechando posição

Os deputados estaduais Venâncio Fonseca (PSC), Capitão Samuel (PSC) e Jairo de Glória (PRB) fecharam apoio a Belivaldo Chagas (PSB) neste 2º turno durante reunião na terça-feira passada. Após esse entendimento foram até Belivaldo comunicar a decisão.

Razão da escolha

Em conversa com a coluna, Venâncio disse que decidiu apoiar Belivaldo por entender que com a situação em que se encontra o Estado é melhor colocar no governo um gestor. “Em menos de seis meses de governo Belivaldo mostrou que tem capacidade administrativa, que é gestor. Ir para a aventura de uma pessoa sem o mínimo de experiência nessa área é descabido”, afirmou.

Expectativa

Segundo Venâncio, a maioria do seu agrupamento político caminha para apoiar Belivaldo Chagas. “Só não vai apoiar aquele com problemas internos nos municípios”, avalia.

Bloco na rua 1

Belivaldo Chagas começa amanhã a campanha de rua neste 2º turno, quando também inicia o programa eleitoral gratuito no rádio e na televisão. Nesses primeiros dias após as eleições do domingo ele vem discutindo estratégia de campanha e conversando com lideranças políticas sobre apoios políticos.

Bloco na rua 2

A campanha de rua de Valadares Filho neste 2º turno também começa nessa sexta-feira. Ele está em Brasília desde a terça-feira conversando com a direção nacional do PSB, quando busca viabilizar recursos financeiros para a campanha final.

Mudança

Vai haver mudanças no marketing e na estrutura de campanha de Valadares Filho. Já na de Belivaldo Chagas não terá alteração de nada.

Definição de apoio 1

A nível nacional os partidos já estão definindo apoio no 2º turno. O PSB de Valadares Filho fechou na terça-feira, em Brasília, que irá apoiar nacionalmente Fernando Haddad (PT). O mesmo aconteceu com o PDT do ex-prefeito Fábio Henrique, que chegou a sair com nota informando “apoio crítico à candidatura Haddad para evitar a vitória das forças mais reacionárias e atrasadas do Brasil e a derrocada da democracia”.

Definição de apoio 2

Ainda com relação ao 2º turno, nacionalmente o PR do deputado federal Adelson Barreto, o PP do deputado federal Laércio Oliveira e o DEM de Mendonça Prado oficializaram a liberação dos filiados e parlamentares para apoiarem qualquer um dos dois candidatos no segundo turno da eleição presidencial. O PSDB de Eduardo Amorim decidiu, em Brasília, se manter neutro durante o 2º turno. Já o PSC de André Moura decidiu nacionalmente apoiar a candidatura de Jair Bolsonaro.

Liberando aliados

Em Brasília desde a terça-feira, o deputado André Moura disse ontem que no 2º turno em Sergipe é consenso que as lideranças políticas e comunitárias aliadas devam ficar inteiramente à vontade para escolher livremente o candidato a governador de Sergipe que melhor lhes convier.

O trabalho continua

Segundo André, até o final do mandato estará em Brasília dedicado à liberação de verbas do Governo Federal e de emendas parlamentares ainda retidas. “Reitero meu mais sincero agradecimento aos eleitores sergipanos pela escolha de minha candidatura ao Senado em 7 de outubro. Muito obrigado a todos vocês! Jamais esquecerei.Que Deus nos ilumine a todos, a fim de que Sergipe e o Brasil elejam no dia 28 governantes honestos e competentes, comprometidos com a democracia, com o desenvolvimento econômico e o com bem-estar social do nosso povo. Muito obrigado!”.

Redução de partidos 1

Dos 35 partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 14 não atingiram a chamada cláusula de desempenho e vão perder, a partir do próximo ano, o direito de receber recursos do Fundo Partidário e participar do horário gratuito de rádio e televisão. Dessas siglas, nove elegeram deputados federais, mas não conseguiram atingir o mínimo de votos ou de eleitos para a Câmara, em todo o território nacional, como é exigido pela Constituição. Foram atingidos pela cláusula de desempenho: PCdoB, Rede, Patriota, PHS, DC, PCB, PCO, PMB, PMN, PPL, PRP, PRTB, PSTU e PTC.

Redução de partidos 2

Na próxima eleição o número de partidos afetados pela Cláusula de Barreiras pode aumentar. Aprovada em outubro de 2017, a Cláusula prevê mudança gradual, que chegará a exigência de 2% dos votos e 11 deputados eleitos em 2022 e de 2,5% e 13 deputados federais eleitos em 2026, até alcançar índice permanente de 3% e 15 eleitos em 2030. Isso vai reduzir os 35 partidos existentes hoje a menos de 10, o que levará ao fim da prostituição partidária.

Prós e contra

Para o analista político Antônio Augusto de Queiroz, diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), a cláusula de desempenho tem aspectos positivos e negativos. “De um lado, evita os chamados partidos de aluguel que, sem chances de eleger ninguém, vendiam o espaço no horário gratuito. De outro, prejudica partidos tradicionais e ideológicos, como o PCdoB, que perdem o horário gratuito para divulgar sua doutrina e os recursos para fazer campanha”, disse. Em Sergipe, a mai or referência do PCdoB é o prefeito Edvaldo Nogueira.

Veja essa…

A coluna recebeu informações que o prefeito Valmir de Francisquinho (PR-Itabaiana) acenou para um apoio a Belivaldo Chagas no 2º turno das eleições, mais teria sido barrado pelo adversário político no município, o presidente da Assembleia Legislativa, Luciano Bispo (MDB), que é aliado de primeira hora do governador. Luciano, inclusive, se uniu a deputada Maria Mendonça (PSDB), que deve apoiar o Galeguinho, no veto ao prefeito.

CURTAS

O deputado estadual reeleito Capitão Samuel já decidiu que deixará o PSC na primeira oportunidade, pelo desrespeito do partido a nível nacional aos candidatos a deputado estadual e federal de Sergipe no que diz respeito ao fundo partidário.

Segundo Samuel, os deputados estaduais que disputaram a reeleição não receberam qualquer recurso do fundo partidário do PSC e o pastor Antônio, que disputou mandato de deputado federal, recebeu apenas R$ 100 mil. Enfatiza que candidatos de outros partidos receberam R$ 1 milhão e os do PSC nada. “O partido não me respeitou nem aos demais candidatos”, queixou.

O ex-prefeito Manoel Sukita (PTC) – que cumpre pena de mais de 13 anos em presídio por corrupção eleitoral, desvio de verbas públicas e autorização de despesas não previstas em lei – ainda conseguiu 16.316 votos como candidato a deputado federal. Esses votos só não apareceram no site oficial do TRE porque ele teve registro de candidatura indeferido.

Em razão disso nenhum deputado federal eleito da sua coligação está ameaçado de perder a eleição caso Sukita derrube em Brasília a sua inelegibilidade e indeferimento do registro de candidatura.

Com apenas uma deputada eleita, a Rede – partido do delegado Alessandro Vieira, eleito senador por Sergipe – avalia nacionalmente uma fusão com o PV. Os dois partidos foram aliados na disputa pela presidência da República.

A prefeita de Capela, Silvany Mamlak, anunciou ontem apoio ao governador Belivaldo Chagas neste 2º turno. Foi após reunião com algumas lideranças realizada pela manhã. “Chegamos a esta decisão por acreditar na postura de Belivaldo Chagas e pela boa relação que já tínhamos. Firmamos um compromisso por Capela . Temos demandas e o governador se comprometeu, caso seja reeleito, em ser parceiro da nossa gestão. Com isso, quem ganha é o povo”, afirmou a prefeita, enfatizando “agora é trabalhar para que Belivaldo saia vitorioso no 2º turno”.

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