A posição de Henri Clay

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Rita Oliveira

O ex-presidente da OAB, Henry Clay, resolveu estrear na política nas eleições 2018 quando disputou o Senado na chapa encabeçada pelo então candidato a governador Valadares Filho (PSB) e tendo como companheiro de chapa o então senador Valadares (PSB).

A votação de Henri Clay por um partido inexpressivo, o PPL, acabou surpreendendo. Foi o segundo mais votado em Aracaju com 52.303 votos, ficando atrás apenas do eleito senador Alessandro Vieira (hoje Cidadania), que conquistou na capital o surpreendente 191.909 votos, que abriu as portas para ter sido o mais votado de Sergipe.

Em todo o estado o advogado estreante na política conquistou um total de 109.562. Chegou em sétimo entre os 12 candidatos ao Senado. A exceção de Alessandro, ele só perdeu para veteranos da política de Sergipe: Rogério Carvalho (PT), André Moura (PSC), Jackson Barreto (MDB), Valadares (PSB) e Heleno Silva (Republicanos).

A votação surpreendente, principalmente na capital, acabou levando Henri Clay a querer disputar a Prefeitura de Aracaju este ano. Já conversou com vários partidos nessa direção.

Conversou com o PDT, PSB, PSD, PCdoB, entre outros, mas caminha para disputar a sucessão de Edvaldo Nogueira pelo PSOL. Ele quer se filiar a um partido de centro-esquerda, por ser o seu perfil político e condizer com sua biografia na defesa dos movimentos sindicais e direitos humanos.
O PDT acabou não vingando porque esperava pelo prefeito Edvaldo Nogueira. O PSB não avançou pelo fato do pré-candidato a prefeito ser o próprio Valadares Filho, presidente estadual da legenda.

O PSD chegou a convidar Henri Clay para se filiar a legenda e ser o vice de Edvaldo, uma vez que existe um acordo político para que a indicação do vice seja da sigla. Ele não aceitou pelo fato do partido do deputado federal Fábio Mitidieri está mais para centro-direita.
O PCdoB também o convidou para se filiar. Apesar de ser um partido de esquerda, Henri Clay não aceitou o convite por não ter sido dada a garantia de que seria o vice de Edvaldo, uma vez que a indicação cabe ao PSD.

Henri Clay só toparia ser vice de Edvaldo pela grande chance dele ser reeleito e de em 2022 vir a disputar o governo do Estado, o que o levaria a ser o prefeito de Aracaju e disputar a reeleição em 2024.
Entre essas conversas, o ex-presidente do Sintese, Joel Almeida, da Articulação de Esquerda do PT, fez um artigo defendendo que o partido convide Henri Clay para se filiar e ser o candidato a prefeito. Defesa essa muito improvável de ser acatada até pelo fato das lideranças da legenda já terem definido pelo nome de Márcio Macedo, que é vice-presidente nacional do partido e ex-deputado federal. Também foi o segundo mais votado em Aracaju em 2018.

Diante desse cenário político, o pré-candidato a prefeito caminha para se filiar a um partido de esquerda ou centro-esquerda. Deve ser mesmo o PSOL…
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Depois da folia

Ao ser questionado ontem pela coluna quando definirá sua posição sobre 2020, Henri Clay disse que somente depois do carnaval. Admite que recebeu muitos convites para ser candidato a prefeito. “Estamos conversando sobre programa para a cidade e sobre as condições objetivas para a disputa pra valer. Estamos examinando com cuidado”, declarou.

Priorizando a ideologia

Henri Clay admitiu à coluna que só estará em um projeto de esquerda ou centro-esquerda pelas suas convicções. “Talvez eu seja o último romântico nos litorais desse Oceano Atlântico”, disse.

É possível?

O pré-candidato a prefeito de Aracaju, Almeida Lima (PV), revela que aliança em torno do seu nome não é prioridade.  Declara que o foco é conversar com o povo e levar propostas de governo para que possa compreender e apoiar o projeto de governar a capital sergipana.

Ponto de vista

Para Almeida, que já foi prefeito de Aracaju, as alianças que os partidos costumam fazer não são publicáveis. “São conchavos imorais, não republicanos. Com certeza sai mais caro para o povo, pois quando acontece isso e o candidato é eleito ele passa a não dispor de autoridade para governar para o povo, mas somente para a classe política e para os interesses empresariais”.

Conflito 1

Em Ilha das Flores, na base aliada do prefeito Christiano Cavalcante (PSC), tem um impasse entre aliados com relação à escolha do vice do seu pré-candidato a prefeito Robson Martins, que é o secretário municipal de Finanças. Isso porque a atual vice-prefeita Eleni Lisboa quer se manter no posto e o presidente da Câmara Municipal, Serginho, diz que não abre mão de ser o vice.

Conflito 2

Em conversa ontem com a coluna, Serginho disse que não recua da pretensão de ser o vice de Robson Martins. “Só abro se não tiver bem nas pesquisas, se o nome de Eleni tiver melhor avaliado que o meu. Fora isso não tem acordo. Já conversei sobre isso com vereadores, ex-vereadores e lideranças do agrupamento de Christiano”, disse.

Já sentou na cadeira

Serginho passou menos de um mês como prefeito interino de Ilha das Flores. Foi quando Christiano Cavalcante e sua vice tiveram o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por abuso de poder político e econômico nas eleições 2016, em 15 de outubro passado. Eles retornaram ao comando do município após o ministro Sérgio Banhos, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ter acatado em 6 de novembro a tese da defesa de que a decisão do TRE teria sido prematura por ainda estar pendente de julgamento os embargos de declaração interposto naquela própria corte eleitoral sergipana.

Julgamento marcado

No próximo dia 27 de janeiro o pleno do TRE julgará os dois embargos de declaração apresentados pela defesa do prefeito Christiano e da vice Eleni. Se não forem acolhidos, os dois permanecerão com os mandatos cassados e deverão ser afastados dos cargos imediatamente até julgamento final do mérito em Brasília.  Se for mantida a cassação, o presidente da Câmara de Ilha das Flores voltará a comandar interinamente o município.

Por unanimidade

Ontem o pleno do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) não acolheu os embargos de declaração apresentados pela defesa do deputado federal Bosco Costa (PR) e do deputado estadual Talysson Costa (PR). Com isso, manteve a cassação dos seus mandatos por abuso de poder econômico nas eleições 2018 e inelegibilidade por oito anos.

O motivo 1

Bosco teve o mandato cassado pelo TRE em 4 de setembro do ano passado, por ter declarado na prestação de contas da campanha eleitoral gastos abusivos com locação de veículos, destonando dos gastos dos outros candidatos com a mesma finalidade. O entendimento é de que foram para burlar a legislação eleitoral. De acordo com sua prestação de contas, foram gastos R$ 485.350 mil com locação de veículos, do montante total de R$ 2,09 milhões de gastos. Os veículos teriam sido locados a pessoas físicas, no valor de R$ 4 mil.

O motivo 2

Já o mandato de Talysson foi cassado em 15 de agosto do ano passado pelo uso da máquina pública de Itabaiana a favor da sua candidatura pelo seu pai, o prefeito Valmir de Francisquinho (PR). O entendimento foi que ele, um mero desconhecido, fosse eleito com a maior votação para a Assembleia Legislativa (42.046 votos) pela conduta abusiva e amplamente perpetrada por seu pai, desequilibrando a igualdade entre os candidatos.

Permanecem na Assembleia

Como a decisão do TRE cabe recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) os dois deputados seguem com seus mandatos até julgamento final do mérito. Os dois deputados foram condenados mediante denúncia do Ministério Público Eleitoral de Sergipe (MPE-SE).

Contas rejeitadas

Também ontem o pleno do TRE desaprovou, por 6 x 1, a prestação de contas do candidato a senador André Moura (PSC) nas eleições 2018 e o condenou a devolver R$ 1,2 milhão aos cofres públicos. Como nos processos de Bosco Costa e Talysson Costa, o relator também foi o desembargador Diógenes Barreto.

Saiu da pauta

Ainda ontem foi retirada de pauta de julgamento a representação do deputado federal Valdevan Noventa (PSC) em mais um processo de captação ilícita de sufrágio nas eleições 2018. Isso porque o presidente do TRE, desembargador José dos Anjos, que havia pedido vistas do processo de Valdevan disse que não concluiu o seu voto. O parlamentar já foi condenado a cassação do mandato por abuso de poder econômico.

Veja essa…

Acabou 2019 e a Câmara Municipal de Rosário do Catete ainda não aprovou o orçamento do município deste ano, o que levará a suspensão de alguns serviços no município por falta de dotação orçamentária, prejudicando, assim, a população. A razão teria sido um impasse entre o presidente da Câmara, Elton Lima, e vereadores da bancada do prefeito Vino Barreto. É muita irresponsabilidade!

CURTAS

O Ministério Público determinou ontem, durante audiência, que a prefeita Hilda Ribeiro (SD-Lagarto) teria um prazo de 30 dias para emitir alvarás e certidões de uso e ocupação do solo para as obras de calçamento pela Codevasf no município.

Foi o deputado federal Fábio Reis (MDB), adversário político dos Ribeiro, quem recorreu à Justiça para a realização das obras, cujos recursos, na ordem de R$ 11 milhões, foram destinado por ele através de emenda parlamentar. Fábio, inclusive, compareceu ontem à audiência.

O ex-senador Eduardo Amorim (PSDB) disse ontem que seu nome está à disposição do bloco do prefeito Valmir de Francisquinho para uma pré-candidatura à prefeitura de Itabaiana. Eduardo também fez uma análise sobre a atual gestão do Estado.

Em entrevista ao Jornal da Rio (1ª edição), o ex-senador disse que colocou seu nome à disposição do bloco de Valmir por quer dar continuidade à sua gestão e que se for escolhido outro nome seguirá exercendo sua profissão de médico.

O pré-candidato a prefeito de Valmir em Itabaiana deve ser o seu secretário de Administração, Adailton Resende Sousa (PR). Ele é filho do ex-vice-prefeito João de Deus.

A Associação Comercial e Empresarial de Sergipe (ACESE) reelegeu ontem Marco Aurélio Pinheiro como presidente da entidade. O processo, realizado por meio de eleição direta, contou com a participação de apenas uma chapa, encabeçada pelo atual presidente.

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