O marco da semana

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Do ponto de vista político esta semana pode ser qualificada como morna em Sergipe. Não teve nenhum fato relevante de maior repercussão. O senador Antônio Carlos Valadares (PSB) não deu as suas polêmicas twitadas contra o governador Jackson Barreto (PMDB), JB também não alfinetou nenhum adversário político, oposição e situação não trocaram farpas por algum motivo, e não teve nenhuma polêmica sobre formação de chapa majoritária.

O único fato político marcante da semana foi o encontro, na última quarta-feira, do governador com o presidente Michel Temer, onde foi tratado da liberação do financiamento do Finisa junto a Caixa Econômica Federal, na ordem de R$ 560 milhões, para recuperação de rodovias estaduais. Como o clima foi de cordialidade não teve qualquer polêmica.

Todavia, o fato de ampla repercussão foi o de acusação de assédio sexual tendo como protagonista o secretário Almeida Lima (Saúde), ex-prefeito, ex-deputado estadual, ex-deputado federal e ex-senador. O assunto saiu das redes sociais para o plenário da Câmara Municipal de Aracaju, através de denúncia do vereador Cabo Amintas (PTB) que acusou o secretário de assediar sexualmente as mulheres que vão ao seu gabinete.

Como pólvora, a sua denúncia se alastrou por todo o estado através de repercussão na imprensa e, consequentemente, nas redes sociais. Desde a quarta-feira que esse assunto é o mais comentado nas rodas políticas, de amigos e do trabalho.

A grande indagação é se Almeida Lima cometeu mesmo crime de assédio sexual contra a jornalista Candisse Matos e outras mulheres, como denunciou o vereador Amintas. Não faltaram questionamentos como seria a reação do governador Jackson Barreto e se iria exonerá-lo.

Em meio a esses questionamentos ontem, surgiram comentários de que o secretário também teria assediado duas outras jornalistas quando presidente da Adema.

Também ontem, o vereador Amintas colocou mais lenha na fogueira exibindo uma gravação de Almeida com uma mulher, que, segundo ele, era prova de assédio sexual. Pediu que as suas “vítimas” não tivessem medo de denunciar.

Anteontem, Almeida procurou a Delegacia de Crimes Cibernéticos e prestou a devida denúncia a fim de apurar o autor ou autores das denúncias de assédio sexual nas redes sociais. Disse que repudiava a agressão “moral e psicológica” que estava sofrendo desde a noite da última terça-feira.

Trocando em miúdos, se Almeida é culpado ou não desse crime cabe a polícia e ao Ministério Público a investigação para que não pairem dúvidas sobre esse polêmico caso. Se for culpado, que responda judicialmente.

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