Nova versão política

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Tempos depois que assumiu a Prefeitura de Aracaju, Edvaldo Nogueira (PCdoB) procurou o deputado federal André Moura (PSC) para pedir, como líder do governo no Congresso, que viabilizasse a liberação de recursos de emendas do Orçamento da União para a capital; não compareceu aos atos políticos do ex-presidente Lula (PT) em Sergipe; e declarou que não tem candidato a presidente da República nem a governador de Sergipe em 2018.

Essas posições e o fato de André Moura ter conseguido, em tempo recorde, a liberação de R$ 63 milhões de emenda impositiva da bancada federal e mais outros pleitos para Aracaju, aumentaram as especulações de que o prefeito se aliaria ao deputado e o apoiaria para o Governo do Estado em 2018.

Em conversa ontem com a coluna, Edvaldo disse que não está preocupado com 2018 e que nunca conversou com André sobre política. “André é de outro bloco político. O que ocorre é uma lição de civilidade e de interesse para a cidade de Aracaju. É justo que o que o parlamentar colocar para Aracaju eu faça o reconhecimento publicamente”, frisou.

Com relação ao fato de somente ter comparecido ao jantar oferecido a Lula, em Aracaju, o prefeito revelou que já tinha comunicado ao vice-presidente nacional do PT, Márcio Macedo, que não iria a nenhum ato político do ex-presidente na capital e no interior. “O PCdoB não tem candidato a presidente em 2018 e não posso antecipar nenhuma candidatura”, afirmou.

No que diz respeito às declarações de que não tem candidato a governador, afirma que o processo eleitoral em Sergipe será coordenado pelo governador Jackson Barreto. “Tenho compromisso com o governador. Vou esperar que ele lance o candidato”, disse.

“As eleições estão se aproximando, mas não terei olhos para o pleito até o ano que vem. Não quero transformar o governo em luta eleitoral, pois geraria um prejuízo grande para a cidade”, disse Edvaldo, enfatizando que desceu do palanque logo após as eleições, não ver problema algum em procurar deputados federais e senadores da oposição para ajudar Aracaju, como já fez no início do mandato.

“Estou inaugurando uma nova forma de fazer política”, comemora o prefeito.

Trocando em miúdos, Nogueira sabe que o mar não está para peixe e se realmente quiser tirar Aracaju do caos em que encontrou a cidade tem de deixar as questiúnculas políticas de lado e focar somente na gestão, uma vez que herdou uma dívida de R$ 540 milhões, toneladas de lixo, grande quantidade de buracos e dois salários atrasados do servidor, que já foram pagos.

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